expedição praias brasileiras
Coleta e estudo de resíduos inclui diferentes tipos e tamanho de materiais. Foto: Sea Shepherd
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Acostumada a expedições pelas águas de mares e rios para proteger a biodiversidade, a equipe da Sea Shepherd Brasil, unidade brasileira da maior organização sem fins lucrativos de proteção da vida marinha e do oceano do mundo, vai trocar os barcos por um ônibus e percorrer mais de 16 mil quilômetros para mapear cientificamente o perfil de detritos marinhos em 300 praias brasileiras.

A expedição Ondas Limpas na Estrada é a primeira expedição terrestre da ONG e começou no dia 10 de abril, no Chuí, Rio Grande do Sul. A previsão é que o trabalho termine em agosto, no Oiapoque. Cobrindo toda a costa brasileira, do sul ao norte, os cientistas voluntários a bordo do ônibus irão avaliar desde praias urbanas até praias desertas.

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O ônibus usado para o transporte de pesquisadores e equipamentos foi reformado para ter impacto mínimo ao meio ambiente.. Foto: Sea Sheperd

A passagem por RS já cobriu um total de 27 praias analisadas, desde a praia do Cassino, passando pelo Farol da Solidão e a praia do Imbé. A equipe já se encontra em Santa Catarina, continuando a jornada de 18 meses que chegará até o Amapá. Atividades de mutirão de limpeza com voluntários no local também acontecerão no percurso, a equipe já planeja mutirões abertos em Florianópolis – SC, Itapoá – PR, Santos e Ilhabela – SP.

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Juan Pablo Torres-Florez, Coordenador Técnico da Sea Shepherd Brasil, conta que o objetivo da expedição é gerar dados para informar a população e influenciar órgãos governamentais na criação de políticas públicas. 

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Foto: Sea Shepherd

“Mesmo com a Sea Shepherd expondo por anos como o plástico está em todo lugar no oceano, nada significativo ainda foi feito. Fica clara a urgência de abordar a questão do plástico no oceano com ciência e dados concretos, para assim exigir por políticas públicas com argumentos fortes e convicção. A expedição Ondas Limpas na Estrada visa trazer evidências científicas para que ações bem embasadas sejam tomadas com urgência”, conta Juan Pablo.

Com apoio da Odontoprev, a expedição conta com a parceria científica do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (IOUSP), referência mundial no estudo sobre resíduos marinhos, participando com laboratórios de primeira linha e os melhores pesquisadores na área.

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Pesquisadores trabalham na Praia Barra de Chuí. Foto: Sea Shepherd

“Esta parceria tem a importante ambição de realizar uma leitura abrangente e a longo prazo do perfil do lixo marinho no Brasil, considerando macro detritos e microplásticos no ambiente praial e riscos do consumo de animais marinhos, e seguindo padrões mundiais de mensuração”, explica Alexander Turra, Professor Titular do IOUSP.

Atualmente, o Brasil despeja diariamente 890 toneladas de plásticos nos oceanos (Oceana, 2021) e é o sexto país que mais descarta plásticos nos oceanos em todo o mundo (Our World In Data, 2021).  

Acompanhe e participe

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Resíduos coletados nas areias da praia do Cassino. Foto: Sea Shepherd

Além das redes sociais da Sea Shepherd Brasil (@seashepherdbrasil) e Odontoprev (@odontoprevoficial), o site oficial da campanha trará novidades sobre o percurso, um mapa que aponta o itinerário e eventuais recrutamentos de voluntários para fazer parte da jornada. Quem se interessar pode encontrar mais informações na página ondaslimpasnaestrada.org.br.

Expedição sustentável

O ônibus doado pela Odontoprev para a expedição foi reformado para acomodar até 6 voluntários e recebeu doações de bateria de lítio da empresa líder UNICOBA, assim como preços reduzidos de painéis solares SunPower pela Mobimax e de inversores da NeoSolar para garantir um impacto mínimo na realização desta pesquisa.

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ônibus que vai servir de casa para a equipe da expedição Ondas Limpas na Estrada. Foto: Sea Shepherd

A operação conta, ainda, com o apoio da expert em logística reversa Yattó, que irá mapear as cooperativas de reciclagem, planejar a coleta de resíduos e medir a geração de impacto da operação, desde a emissão de CO2, utilização de água, além de também mensurar o impacto positivo no oceano e o social das cooperativas.

Outras empresas com foco sustentável como Naveia, leites de aveia, MamiWata, com protetores solares e Urban Pharmcy, com marmitas congeladas a base de plantas, também contribuíram com doações para toda a operação não emitir toxicidades ao meio ambiente, ter um mínimo de plástico gerado e contribuir para a dieta 100% à base de plantas, assim reduzindo ainda mais o impacto de água e carbono e da operação.

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Renata Oliveira registra dados das ações realizadas no Rio Grande do Sul. Foto: Sea Shepherd

Saúde e sustentabilidade

Durante o estudo, a Odontoprev, alinhada ao seu propósito de Impulsionar a Odontologia de qualidade, também irá oferecer consultas odontológicas gratuitas para os catadores das cooperativas envolvidas na reciclagem dos materiais coletados. 

“Buscamos parceiros que tenham propósitos alinhados aos nossos, compreendendo que questões ambientais e sociais não podem ser dissociadas. Com isso, esperamos impactar positivamente a vida de milhões de pessoas, inclusive os catadores de nossas áreas costeiras, com doação de consultas odontológicas, além de gerar dados que podem resultar em ações ambientais cada vez mais efetivas”, afirma Renato Costa, CIO/CMO da Odontoprev. 

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Coleta e estudos de resíduos começou no Rio Grande do Sul e vai até o Oiapoque. Foto: Sea Shepherd

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