A cidade de Nova York acabou de aprovar um projeto de lei para reduzir as emissões de carbono. A maioria esmagadora de vereadores votaram a favor de uma lei histórica, chamada de Lei de Mobilização Climática, que reduzirá as emissões de edifícios com mais de 2.322 metros quadrados em 80% nos próximos 30 anos.

A parte mais significativa do projeto exigirá que esses edifícios reduzam as emissões de carbono em 40% na próxima década. Até 2050, esses edifícios terão que reduzir as emissões em 80%, reduzindo a poluição do ar na Big Apple. Que não cumprir pode ser multado.

Edifícios desse tamanho, incluindo a Trump Tower, representam uma pequena parte da cidade, porém causam cerca de metade da poluição relacionada ao uso de edifícios.

A nova lei vem na esteira de um estudo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que relacionou as emissões dos edifícios à mudança climática. Pesquisadores do IPCC concluíram que as emissões de carbono nos Estados Unidos cresceram mais 3% em 2018. Os grandes edifícios foram um dos principais contribuintes para o salto nas emissões, sendo assim, o estudo exigiu restrições mais rígidas no setor da construção.

A nova iniciativa da cidade de Nova York ajudará, sem dúvida, a diminuir esses números. O plano também criará empregos para milhares de nova-iorquinos. Os legisladores estimam que a lei vai colocar cerca de 20 mil pessoas para trabalhar, principalmente na indústria da construção.

“A Lei de Mobilização Climática é um pagamento inicial para o futuro da cidade de Nova York – que garante que lideremos o caminho na crescente luta contra a mudança climática”, disse Costa Constantinides, principal proponente da legislação.

Constantinides acrescentou que ele espera que a nova lei encoraje outras cidades a promulgar legislação semelhante. Além de reduzir as emissões dos edifícios, o projeto inclui medidas para aumentar a eficiência energética em centrais, incentivar telhados verdes e várias formas de energia renovável, e facilitar o recebimento de licenças para projetos eólicos.

Apesar da perspectiva positiva de reduzir as emissões de carbono, o projeto foi recebido com considerável resistência em nome de várias empresas imobiliárias na cidade.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.