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A onda de protestos tomou conta do Brasil. Milhares de vozes nas ruas se unem em coro para reivindicar melhoria na saúde pública, segurança, educação, além de questionarem os gastos com a Copa. Tudo isso teve início com o ato organizado pelo Movimento Passe Livre, de São Paulo, que busca a revogação da tarifa do transporte público na cidade. Uma breve análise mostra que o país cobra uma das tarifas mais caras do mundo.

O preço das passagens de ônibus em dez cidades ao redor do mundo foi comparado ao Rio de Janeiro e São Paulo.  A pesquisa ressalta que se levantarmos o preço na moeda local de Londres, Tóquio, Ottawa (Canadá), Nova York, Lisboa, Paris e Madri e transformarmos os valores em dólar, veremos que a capital paulista fica atrás de todos. Por isso, é preciso considerar o quanto a população, de cada um desses lugares, precisa trabalhar para conseguir pagar a tarifa de seu transporte.

Os especialistas Samy Dana e Leonardo Siqueira de Lima analisaram então o preço das passagens em minutos trabalhados, ou seja, levaram em conta a renda média e as horas trabalhadas em cada cidade. Dana é Ph.D em business, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e coordenador do núcleo GV Cult. Lima é economista pela FGV.

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A conclusão dos analistas é de que o paulistano precisa trabalhar 14 minutos para pagar uma passagem, já o carioca 13. Em Lisboa, menos de dez minutos já são necessários, enquanto em Paris, seis minutos são suficientes. Entre as cidades analisadas (Londres, Tóquio, Ottawa, Nova York, Lisboa, Paris, Madri, Buenos Aires, Pequim, Santiago), Buenos Aires está no topo das passagens mais baratas. Na capital da Argentina são necessários menos de dois minutos para pagar a tarifa local.

A luta pela revogação da tarifa é justa. Além dos gastos mensais com passagem comprometerem boa parte do salário dos trabalhadores, ainda há a ineficiência de um sistema de transporte falho e caótico. Com informações da Folha.

Redação CicloVivo

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