No dia 22 de maio de 2010, o mundo celebra o Dia Internacional da Diversidade Biológica, sob o tema “Biodiversidade, desenvolvimento e atenuação da Pobreza”.

O tema deste ano é uma oportunidade única para sensibilizar o público sobre a importância da biodiversidade para o desenvolvimento sustentável e a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O tema é particularmente relevante em 2010, que é o Ano Internacional da Biodiversidade. Isso porque em 2002, as partes da Convenção sobre Diversidade Biológica se comprometeram a alcançar, até 2010, uma redução significativa da taxa de perda da biodiversidade como contribuição para a redução da pobreza e benefício de toda a vida na Terra.

No entanto, um relatório publicado no dia 29 de abril pelos pesquisadores do PNUMA, revelou que a meta de 2010 não foi alcançada, e que os líderes mundiais têm identificado um declínio alarmante da biodiversidade desde 1970.

O relatório, publicado na revista Science, afirma que a biodiversidade continua a sofrer perdas de modo acelerado e que tal pressão sobre as espécies, habitats e ecossistemas continua a aumentar.

Deveras, tendo como base o ano de 1970, registra-se uma diminuição de 30% das populações animais; 20% da área de mangue e ervas marinhas e 40% da cobertura de corais vivos.

Os resultados provam que as metas traçadas na Convenção sobre a Diversidade Biológica de 2002 não foram cumpridas, e são um alarme sobre a urgência por medidas em prol da biodiversidade.

A proteção da biodiversidade é a base do bem-estar humano e, no entanto, ela está sendo ameaçada por escolhas de desenvolvimento que ignoram o seu grande valor para todos nós e, particularmente, para os mais pobres. Reverter essa tendência negativa não só é possível, mas é essencial para o bem-estar humano.

Respostas globais para a perda de biodiversidade e estratégias para sua conservação devem ser reforçadas e re-trabalhadas para inverter a atual tendência de perda progressiva.

A conservação, utilização sustentável e repartição equitativa dos benefícios da biodiversidade exigem a integração entre reformas políticas e fortalecimento institucional.

Liderança nacional e maior apoio da cooperação para o desenvolvimento são fundamentais para a implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.