Um grupo de especialistas do World Resources Institute (Instituto de Recursos Mundiais) divulgou na última quarta-feira (23) um estudo alertando o mundo sobre o risco de desaparecimento dos recifes de corais. A tragédia deve ocorrer por consequência de atividades humanas e climáticas.

O estudo chamado “Reefs at Risk Revisited” é um aprimoramento do estudo inicial sobre os riscos que essas espécies correm, feito em 1998. A nova versão conta com uma abrangência de área estudada muito maior do que a primeira e analisa também a vulnerabilidade dos recifes por causa dos efeitos do aquecimento global.

A pesquisa mostra que se não forem tomadas providências urgentes as espécies marinhas coloridas poderão desaparecer até o ano de 2050. A estimativa mostra que 90% deles já estarão comprometidos em 2030.

As causas para essa perda são: aquecimento dos mares, causado pelas mudanças climáticas; acidificação dos oceanos, por causa da contaminação por dióxido de carbono; transporte marítimo e o desenvolvimento costeiro e agrícola.

Segundo o estudo, “o aquecimento dos mares já causou grandes danos aos recifes, devido ao fato de que as altas temperaturas geram uma resposta chamada branqueamento: os corais perdem suas coloridas algas simbióticas”. Além disso, os cientistas alertam para o impacto que isso terá nos próprios seres humanos, já que muitos países têm parte de sua economia e alimentação baseados na pesca. Os recifes também formam barreiras naturais de proteção contra tempestades, que podem ser extintas caso as mudanças climáticas e ações predatórias humanas não sejam controladas. Com informações da Folha.

Thaís Teisen – Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.