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Energia solar cresce mesmo na crise e movimentará R$ 100 bi no Brasil até 2030

O aumento nas tarifas cobradas na conta de luz ajudam a estimular o setor de energia renovável para uso doméstico.

8 de abril de 2016 • Atualizado às 15 : 50

O Brasil tem uma localização privilegiada para a geração de energia fotovoltaica. | Foto: iStock by Getty Images

Energia solar cresce mesmo na crise e movimentará R$ 100 bi no Brasil até 2030
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Apesar do momento desfavorável da economia brasileira, o mercado de energia solar está aquecido. Só em janeiro e fevereiro, 179 novas empresas se registraram no Portal Solar – hub de prestadores de serviços do setor – e já são 140 mil acessos mensais de quem procura informações sobre energia solar. Até 2030, o governo federal estima que essa indústria movimente R$ 100 bi.

Em parte, o grande aumento da oferta e demanda se explica pela necessidade de preencher uma lacuna: enquanto as tarifas de luz encontradas no Brasil estão entre as mais caras do mundo, a localização tropical do país traz níveis de irradiação solar que possibilitam alto rendimento das placas fotovoltaicas.

Foi frente a esse cenário que o engenheiro Fabio Carrara decidiu fundar a Solstar. “Já vemos um crescimento exponencial na geração fotovoltaica, o setor deve superar R$ 1 bi movimentados em 2017. Estamos investindo para posicionar a empresa entre as três maiores do segmento no Brasil até o final do ano”, conta Carrara, que já tinha experiência como investidor na internet. “O Portal Solar ajuda na disseminação da energia solar, além de preparar melhor o consumidor para a compra e gerar leads para a empresa”, explica o empreendedor.

Uma rede de negócios

Criado com o propósito de unir interessados na energia sustentável a quem oferece o serviço, o Portal Solar agora otimiza suas ferramentas de relacionamento entre empresas e clientes. “Queremos deixar o site como um LinkedIn da energia solar no Brasil”, diz a diretora Carolina Reis. Entre as novidades, há um mapa onde é possível procurar companhias do setor pelo CEP. Com 753 companhias cadastradas, a cobertura atende todo o Brasil.

“Além disso, a página das empresas está mais completa, com informações detalhadas como principais projetos realizados, fotos das instalações, endereço e dados de contato além de outras informações úteis”, explica Carolina. Outra melhora da plataforma é o aprimoramento do simulador solar, calculadora que prevê o custo de um sistema de captação de energia solar com base na localização e gastos com eletricidade do interessado.

Ao todo, a expectativa é que 500 novas empresas se cadastrem no Portal Solar em 2016, o que pode refletir positivamente na economia e mesmo na distribuição de renda do país: “O setor tem uma característica muito própria que é a capilaridade: não há grandes players, pelo contrário, 80% das empresas são regionais e atuam em um raio de até 100 km”, afirma a diretora do hub.

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