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Aeroporto de Goiânia é o 1º do Brasil com sistema para reuso de águas cinzas

Serão tratadas e reaproveitadas as águas das torres de resfriamento, pias, chuveiros, bebedouros e águas pluviais.

12 de janeiro de 2016 • Atualizado às 16 : 44

Esta é a primeira vez que um sistema deste tipo é instalado em um aeroporto brasileiro. | Foto: Ceyhun Isik/Flickr

Aeroporto de Goiânia é o 1º do Brasil com sistema para reuso de águas cinzas
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O novo terminal de passageiros do aeroporto internacional de Goiânia, que tem inauguração prevista para o primeiro este semestre, será o primeiro do Brasil a utilizar conceitos e parâmetros seguros no tratamento de reuso direto de águas. O projeto possibilitará o reuso de águas cinzas oriundas das torres de resfriamento, pias, chuveiros, bebedouros e águas pluviais.

Segundo André Ricardo Telles, diretor executivo da Ecosan do Brasil, empresa contratada para o desenvolvimento e operação do sistema, a iniciativa representa um novo conceito em projetos. “Em linha com a escassez de recursos hídricos, o sistema reduzirá significativamente o custo e o consumo de água potável nas operações. A adoção destes processos representa a preocupação com os recursos hídricos e ambientais”, afirma Telles, ressaltando que o prazo para a implantação das máquinas e equipamentos no terminal foi extremamente rápido.

O sistema de tratamento de reuso de águas cinzas receberá também, diariamente, os descartes das torres de resfriamento, que serão continuamente tratadas quimicamente, para fins de ajuste e equilíbrio do pH, controle de corrosão e incrustação, além do controle do crescimento de algas. A Infraero terá como responsabilidade o monitoramento dos parâmetros, enquanto a Ecosan do Brasil se responsabilizará pelo processo de tratamento, fornecimento das máquinas e equipamentos, integração dos sistemas, treinamento e inicio das operações e atividade.

Segundo Telles, o sistema é baseado em quatro estágios. O primeiro estágio consiste na separação de água e óleo, através de blocos coalescentes. Já o segundo estágio leva em consideração um sistema completo de tratamento biológico de águas, que estão contaminadas com matéria orgânica e seguirão para processos de equalização, recalque, aeração, sedimentação e polimento. O terceiro estágio consiste no tratamento físico-químico e prevê a remoção de demais contaminantes e filtração mecânica. Finalizando a solução, um sistema de desinfecção por ultravioleta.

Neste contexto, segundo o diretor executivo da Ecosan, foram considerados aspectos importantes para segurança dos passageiros, já que todo o desenvolvimento do projeto elétrico e automação foi elaborado dentro de requisitos obrigatórios para uma área classificada (ambiente explosivo), com painéis, motores, acionamentos e equipamentos a prova de faísca e explosão.

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