Desde quando foram iniciadas as medições térmicas, no século 19, não haviam sido registradas temperaturas tão elevadas como neste ano. O primeiro semestre de 2010 foi tido como o mais quente da história, conforme dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O recorde foi registrado no Paquistão que, no dia 26 de maio, atingiu a marca de 53,5ºC. Na Rússia as ondas de calor vêm provocando inúmeras queimadas, incêndios florestais e colocando a produção agronômica do país em risco. De acordo com o Ministério da Agricultura russo, cerca de 25% da safra de grãos do país já foi afetada.

No último mês, em 11 de julho, foi registrada a máxima de 44ºC na Rússia. Em geral, a temperatura média do país fica em torno de 30 ºC.

As temperaturas elevadas não trazem apenas prejuízos ambientais, mas também afetam a saúde da população. A Rússia, por exemplo, está coberta por uma nuvem de fumaça e alguns moradores só saem de casa com máscaras.

"Costumamos ter entre 360 e 380 mortes por dia nesta época. Agora são 700. A mortalidade duplicou", disse à agência Andreï Seltsovski o chefe do departamento de Saúde da prefeitura de Moscou.

Embora no Brasil não tenha sido registrado nenhum recorde de temperatura, o clima quente e seco tem prejudicado as regiões Norte e Centro-Oeste do país. Desde o início da última semana, o Acre entrou em estado de alerta ambiental, devido às diversas queimadas na região.

Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 13.823 focos de incêndio por todo o país. A estiagem e a baixa umidade do ar aumentam ainda mais os riscos de queimadas.

Alguns climatologistas associam essas catástrofes naturais aos efeitos das mudanças climáticas e ao aquecimento global, impulsionados pelo homem. Segundo o jornal britânico The Guardian, ao menos 17 países bateram recordes de temperatura. Em pelo menos dez deles, os termômetros passaram dos 45ºC.

Com informações do Exame

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.