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EUA proíbem o uso de gordura trans em alimentos

As empresas alimentícias têm até três anos para remover o item de suas receitas.

17 de junho de 2015 • Atualizado às 06 : 47

EUA proíbem o uso de gordura trans em alimentos
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A FDA, agência norte-americana que regula alimentos e medicações, proibiu o uso de gordura trans em alimentos fabricados para humanos. A norma foi divulgada na última terça-feira (16) e as empresas alimentícias têm até três anos para remover o item de suas receitas.

Após anos de análises e estudos, a organização aplicou a proibição por constatar que a gordura trans não é segura para o consumo. Desta forma, os fabricantes precisarão eliminar totalmente o uso de óleos parcialmente hidrogenados em todos os seus produtos.

“A ação da FDA sobre esta importante fonte de gordura trans artificial demonstra o compromisso da agência com a saúde do coração de todos os americanos”, informou o comissário em exercício da agência, Dr. Stephen Ostroff, em comunicado oficial divulgado à imprensa. Segundo ele, a medida deve ajudar a reduzir os casos de doenças cardíacas coronárias e prevenir milhares de ataques cardíacos fatais que ocorrem todos os anos.

A indústria costuma usar gordura trans para melhorar a aparência dos alimentos e prolongar a sua validade. A gordura hidrogenada é formada a partir de um processo que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida. Alimentos processados, como margarinas, sorvetes, batatas congeladas, salgadinhos, massas de bolo industrializadas, nuggets, entre outros, são alguns dos mais perigosos.

A gordura trans atua no organismo humano afetando, principalmente, os níveis de colesterol. Ela aumenta o LDL, conhecido como mau colesterol, e reduz o bom, HDL. Além disso, esta é considerada uma substância pró-inflamatória e que aumenta o acúmulo de gordura abdominal e das artérias do coração e cérebro, colaborando para entupimentos que ocasionam doenças fatais.

Há dez anos o tema está entre as principais discussões da FDA. Em 2006 a agência já havia obrigado os fabricantes a incluírem informações sobre a presença de gordura trans nos alimentos. Após a rotulagem entrar em vigor, segundo reportagem da CNN, o consumo de gordura trans entre 2002 e 2013 caiu 78% nos EUA.

A decisão foi apoiada por organizações médicas norte-americanas, que consideraram a norma “extremamente importante” e muito corajosa.

No Brasil

A indústria alimentícia brasileira não é proibida de usar gordura trans em seus produtos, bastando apenas informar o uso no rótulo. No entanto, a obrigatoriedade desta informação ocorre apenas quando a quantidade de gordura parcialmente hidrogenada é maior do que 0,2g. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a omissão da informação pode causar prejuízo à saúde dos consumidores. O Idec ainda acredita que, se os dados mínimos fossem apresentados, seria possível eliminar a presença deste tipo de gordura nos alimentos.

Redação CicloVivo

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