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EUA incluem leões africanos na lista de animais ameaçados para coibir caça

A medida, divulgada cinco meses após a morte do leão Cecil, tem como intuito reduzir e dificultar a caça aos felinos em países da África.

22 de dezembro de 2015 • Atualizado às 11 : 02

Governo vai impedir que os caçadores entrem nos EUA com cabeças, patas ou peles de leões. | Foto: iStock

EUA incluem leões africanos na lista de animais ameaçados para coibir caça
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O governo norte-americano anunciou, na última segunda-feira (21), a inclusão dos leões africanos na lista de animais ameaçados de extinção. A medida, divulgada cinco meses após a polêmica morte do leão Cecil, tem como intuito reduzir e dificultar a caça aos felinos em países da África.

De acordo com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, além da inclusão dos animais na lista, serão adotadas leis mais rígidas para regulamentar a caça esportiva de leões, a fim de promover a conservação das espécies.

Uma das implicações da decisão é a proibição quase que total da importação de partes dos animais como troféus de caça. O governo está disposto a impedir que os caçadores entrem nos EUA com cabeças, patas ou peles de leões. As exceções, para que a entrada seja liberada, ocorrem apenas quando o caçador comprova, com uma série de documentos oficiais, que o animal é proveniente de países em que a caça é permitida.

Mas, mesmo que consigam as provas, os entusiastas da caça esportiva esbarram em outra dificuldade. De acordo com o New York Times, mais de 40 companhias aéreas em todo o mundo já se recusam a transportar animais usados como troféus de caça. Na França a prática já é totalmente proibida e o Reino Unido também anunciou a proibição definitiva para 2017.

A inclusão dos leões africanos na lista de espécies ameaçadas e as normas mais restritivas para o transporte devem ser essenciais para coibir as caças esportivas, mesmo quando realizadas legalmente. A África é um dos destinos preferidos de caçadores, pela grande quantidade de animais selvagens nativos. No entanto, a prática tem ocasionado a extinção de muitas espécies endêmicas e que não existem em nenhuma outra parte do mundo.

A decisão governamental dos EUA vem após anos de protestos e solicitações feitas por parte de organizações de defesa animal.

Redação CicloVivo

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