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Curitiba ganhou 139 mil novas árvores em apenas três anos

As áreas verdes reduzem os impactos da chuva, a poluição sonora e atmosférica e ajuda a amenizar as temperaturas.

16 de novembro de 2016 • Atualizado às 13 : 26

Foto: Prefeitura Municipal de Curitiba

Curitiba ganhou 139 mil novas árvores em apenas três anos
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Desde 2013, 139 mil árvores foram plantadas em vias públicas, parques, praças e em outras áreas públicas de Curitiba. Apenas em arborização viária e mata ciliar foram mais de 87 mil mudas, além de cinco mil árvores em dez áreas públicas superiores a 500 metros quadrados, formando mini bosques – que, mais que embelezar a cidade, contribuem para melhorar a qualidade de vida e do meio ambiente.

As áreas verdes reduzem os impactos da chuva, a poluição sonora e atmosférica, auxiliando também no sombreamento e estabilização da temperatura, promoção de bem-estar psicológico e físico das pessoas e ainda contribuem na alimentação da fauna local.

A diretora de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Erica Mielke, explica como funciona o planejamento de arborização na cidade. “A estratégia baseia-se na escolha da espécie adequada ao ambiente do plantio. Assim, há mais de cinco anos Curitiba não utiliza espécies de grande porte na arborização de ruas e avenidas. Algumas, como angico e monjoleiros, deixaram inclusive de ser produzidas no Horto Municipal”.

As mudas para plantio em vias públicas são selecionadas de acordo com os seguintes critérios: porte – são sempre de pequeno e médio porte (por exemplo, extremosa, ipês, dedaleiros); pela arquitetura de copa; resistência a pragas e doenças; adaptabilidade ao clima; pelo sistema radicular; pela presença de flores ou frutos (exemplo dos ipês e cerejeiras do Japão). Como precaução, também são descartadas na escolha espécies que possuem espinhos (pata de vaca, paineira), frutos grandes e carnosos (como os abacates) e substâncias tóxicas (espirradeiras).

 Foto:Cesar Brustolin/SMCS


Foto:Cesar Brustolin/SMCS

As mudas de espécies de grande porte ainda produzidas no Horto Municipal são destinadas apenas ao plantio em parques. Nos últimos três anos foram plantadas mais de 11,3 mil árvores nos parques da cidade.

Foto: Levy Ferreira/SMCS

Foto: Levy Ferreira/SMCS

Um exemplo de árvore de grande porte é a araucária, que não é destinada ao plantio em vias públicas por ter porte incompatível com elementos urbanos, como fiação elétrica e calçadas. Além disso, sua raiz é pivotante, podendo interferir na rede de esgoto e outros cabeamentos. Por outro lado, a araucária é essencial para enriquecimento de nossos bosques e parques.

Outra precaução do planejamento é evitar espécies exóticas invasoras. Hoje, 80% das árvores plantadas na cidade são de espécies nativas. As campeãs na linha de produção do Horto da Barreirinha são os ipês, de cores diversas; a quaresmeira e a aroeira.

 Foto:Cesar Brustolin/SMCS


Foto:Cesar Brustolin/SMCS

“Cabe lembrar que os processos de urbanização são dinâmicos e o Horto da Barreirinha, onde são produzidas as mudas para as vias públicas, busca adaptar-se a esses processos, inclusive com pesquisa de novas espécies, preferencialmente nativas, que possam proporcionar conforto estético, climático e ambiental necessário, conforme avaliação e experiência de mais de 30 anos do nosso corpo técnico”, enfatiza Érica.

Após selecionadas, as árvores mais representativas da espécie escolhida são identificadas para que, no momento oportuno de sua reprodução, a equipe da Prefeitura colete as sementes, iniciando o um novo ciclo produtivo para a cidade.

Mini bosques

Entre 2013 e 2015, foram criados dez mini bosques na cidade. Eram áreas públicas, superiores a 500 metros quadrados, antes degradadas e que agora estão sendo recuperadas. “Damos prioridade para espécies frutíferas como a pitanga, araçá, guabiroba, cereja, além do timbó, araucária, pinheiro bravo, canjarana e branquilio”, explica Roberto Larini Salgueiro, técnico responsável pelo Horto da Barreirinha. “Observamos que não ocorrem atos de vandalismo quando o plantio é feito em blocos como nos mini bosques”, complementa.

“São necessários anos de estudos para que uma espécie seja considerada adequada ao paisagismo urbano da cidade. Na formação destes pequenos bosques, não é necessária tanta rigidez como no caso da escolha para as plantas da arborização viária”, explica Erica.

Da Prefeitura de Curitiba

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