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Com diversas atividades, jovens se apropriam de bairro perigoso para acabar com violência

Liderado por jovens, movimento ganha ruas de Chicago para dar fim a onda de violência.

19 de julho de 2017 • Atualizado às 15 : 54

Foto: The Resurrection Project/Divulgação

Com diversas atividades, jovens se apropriam de bairro perigoso para acabar com violência
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O que você faz quando percebe que seu bairro está cada vez mais perigoso? Se tranca em casa? Esta é uma atitude bem comum, mas pouco eficaz. Jovens em Chicago (Illinois), nos Estados Unidos, estão fazendo exatamente o contrário: eles estão ocupando as ruas.

A atitude é uma ação conjunto de um projeto batizado de “The Resurrection Project” (Projeto Ressureição) como resposta à crescente violência na cidade. São mais de duas centenas de adolescentes unidos e dispostos à causa.

As ações estão concentradas em Back of the Yards, um dos bairros mais complicados de Chicago. Eles já realizaram marcha de paz pelo bairro, palestras e rodas de conserva sobre a filosofia de não-violência de Martin Luther King. Mas, o principal é incentivar a apropriação e envolvimento da comunidade pelo bairro. Desta forma, eles se reúnem à noite para jogar basquete, dançar e até fazer bater papo em volta de uma fogueira.

Os jovens também saem nas ruas limpando o bairro, relatam o que a de errado na cidade (pode ser até um problema com semáforo quebrado) e batem nas portas para recrutar mais pessoas para esta mini revolução.

O projeto já tem alguns frutos bem notáveis, um deles é um jovem líder de 16 anos com antecedentes criminais, que agora está se voluntariando para ajudar a comunidade e defender a paz.

Os eventos tiveram início em outubro do ano passado e o objetivo é continuar a crescer. “Com esses ‘acampamentos’ acontecendo todas as semanas, esperamos realmente recrutar mais líderes, para que possam nos ajudar com nossos esforços de paz a longo prazo”, afirma Berto Aguayo, um dos organizadores do projeto. “É o que esperamos fazer: garantir que criemos jovens líderes que nos ajudarão a criar uma cultura de não-violência nas nossas comunidades”, conclui o jovem de apenas 22 anos.

Redação CicloVivo

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