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Arquiteto colombiano constrói casas com plástico e borracha reciclados

Resíduos plásticos e borracha são derretidos e transformados em blocos semelhantes a peças de lego gigantes.

14 de outubro de 2016 • Atualizado às 09 : 40

Uma construção feita com essa tecnologia custa, em média, 30% menos do que as tradicionais usadas em zonas rurais. | Foto: Divulgação

Arquiteto colombiano constrói casas com plástico e borracha reciclados
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Oscar Mendez é um arquiteto e empresário colombiano que desenvolveu um novo tipo de construção capaz de resolver dois problemas de uma só vez: o lixo e a falta de moradia. A tecnologia desenvolvida por ele transforma plásticos e borracha em blocos para construção.

O material alternativo é feito da seguinte forma. Resíduos plásticos e borracha são derretidos e transformados em blocos semelhantes a peças de lego gigantes. O produto ainda recebe aditivos que o tornam resistentes ao fogo e, por ser feito com borracha, também é resistente a terremotos.

O diferencial da ideia de Mendez não está apenas na matéria-prima usada na construção, mas, principalmente na técnica aplicada, que facilita a construção, tornando-a rápida e acessível a qualquer pessoa, sem que seja necessário ter habilidades específicas.

De acordo com o empresário, esse material é ideal para construir moradias de baixo custo em pouquíssimo tempo. Para se ter ideia, uma casa para uma família pode ser construída em apenas cinco dias, por quatro pessoas sem experiência alguma na área da construção. Um abrigo para 14 famílias, precisa de apenas 15 pessoas para ser construído em dez dias.

A própria empresa se encarrega de ir até as comunidades para ensinar o método de construção aos moradores locais, garantindo autonomia e ajudando a elevar a autoestima e empoderando essas pessoas. A companhia também trabalha direto com as cooperativas de reciclagem, ajudando a gerar renda e capacitando-os para tornar o processo de separação dos materiais e a própria fabricação dos blocos mais eficientes.

Em termos financeiros, Mendez explica que uma construção feita com essa tecnologia custa, em média, 30% menos do que as tradicionais usadas em zonas rurais. Por isso, o objetivo principal é usar o método para levar moradias a comunidades carentes, fundações e organizações-não-governamentais.

Clique aqui para ter mais detalhes sobre este método.

Redação CicloVivo

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