7 plantas que têm a abundância como simbolismo
Espécies são uma boa pedida para cultivo no Brasil e podem ser bons presentes na época do ano novo
Espécies são uma boa pedida para cultivo no Brasil e podem ser bons presentes na época do ano novo
Com o final de ano, chegam muitos encontros, festas, promessas e planos. Em uma época em que as superstições ganham força, algumas espécies de plantas são lembradas por seu simbolismo de abundância e têm destaque em dezembro: elas misturam beleza, tradição, simbologia religiosa e um pouco daquela esperança de “começar o ano com o pé direito”.
Na prática, o uso de plantas ligadas à prosperidade é fruto de um grande caldeirão cultural: tradições indígenas, catolicismo popular, religiões de matriz africana, influências do Feng Shui e costumes familiares que passam de geração em geração. Segundo Raquel Patro, jardineira, paisagista e editora do Jardineiro.net, essas espécies trazem um simbolismo importante e podem nos ajudar a lembrar de compromissos e metas que temos para o ano que vem.
Confira as 7 plantas que a especialista destaca quando o assunto é prosperidade, todas relativamente fáceis de encontrar e cultivar no Brasil. Raquel lista também seus significados mais comuns, usos em rituais de Ano Novo e cuidados básicos para que elas se mantenham saudáveis — porque, convenhamos, planta murcha na virada não combina com energia de renovação.
A Espada-de-São-Jorge (Dracaena trifasciata) é provavelmente a planta mais citada quando se fala em proteção espiritual e abertura de caminhos. Em muitas casas, ela fica na porta de entrada, justamente como guardiã do lar.

Na tradição de religiões de matriz africana, essa planta é associada a Ogum, orixá guerreiro ligado a caminhos, trabalho e força. No catolicismo popular, ela se conecta à figura de São Jorge, o santo guerreiro que vence o dragão e protege contra males e injustiças.
Por isso, muita gente vê a Espada-de-São-Jorge como um “escudo verde” contra inveja, mau-olhado e obstáculos que impedem a prosperidade de fluir. É comum:

A Espada-de-São-Jorge é resistente e perdoa muitos deslizes, o que ajuda na fama de planta “boa de energia”:
Assim como outras Dracaena, a Espada-de-São-Jorge pode conter cristais de oxalato de cálcio em seus tecidos. A ingestão de partes da planta pode causar irritação oral e digestiva em animais domésticos e crianças. O ideal é manter o vaso fora do alcance de quem tem costume de morder folhas “por curiosidade”.
O famoso bambu-da-sorte vendido em hastes enraizadas na água, muitas vezes trançadas, na verdade é uma Dracaena sanderiana, parente distante dos bambus verdadeiros. Ela faz sucesso em escritórios, comércios e mesas de estudo.

No Feng Shui, o bambu-da-sorte costuma ser associado a:
Existem arranjos em que o número de hastes tem significados específicos: saúde, amor, prosperidade nos negócios, entre outros. Na virada do ano, é comum:

Apesar de viver bem em água, ele não gosta de descuido:
Como outros representantes do gênero Dracaena, o bambu-da-sorte pode conter compostos irritantes se ingeridos por pets. Se você tem cães e gatos que roem folhas, é prudente posicionar o arranjo em prateleiras altas ou locais menos acessíveis.
A Zamioculca (Zamioculcas zamiifolia) ganhou muita visibilidade nos últimos anos, tanto por ser bastante resistente em interiores quanto por receber o apelido de “planta do dinheiro”. Suas folhas brilhantes e suculentas remetem bastante à ideia de abundância.

Muita gente associa a Zamioculca a:
No clima de Ano Novo, é comum colocar a Zamioculca em locais de destaque, próxima à porta de entrada ou na sala, às vezes com moedas ou pequenos objetos dourados na superfície do vaso, como forma de simbolizar fluxo financeiro positivo.
Apesar de tolerar descuidos, ela tem preferências claras:

A Zamioculca também contém cristais de oxalato de cálcio, capazes de causar irritações orais, vômitos e desconforto intestinal em pets e crianças se houver ingestão. O contato com a seiva em pele muito sensível pode, em algumas pessoas, causar leve irritação. Manuseie de preferência usando luvas quando for podar ou dividir touceiras.
O dinheiro-em-penca (Callisia repens) aparece em muitas simpatias de prosperidade, normalmente pendurado próximo à porta de entrada, em sacadas ou varandas. Ele forma uma cascata de folhas pequenas e numerosas, com visual de abundância vegetal bastante marcante.

Esse é um dos casos em que a aparência da planta combina muito com o símbolo associado a ela: folhas miúdas e muitas, caules que se multiplicam facilmente e rápido crescimento em condições favoráveis. Por isso, costuma representar:
Na virada de ano, algumas tradições envolvem:
Para que o simbolismo de abundância faça sentido, o ideal é a planta estar vistosa:
Não há destaque de toxicidade grave para humanos em usos ornamentais típicos, mas, como regra geral, nenhuma parte deve ser ingerida. Em casas com animais que mastigam plantas, é sempre prudente observar o comportamento e, em caso de ingestão acidental, buscar orientação veterinária.
A romã (Punica granatum) talvez seja um dos frutos mais tradicionais associados à prosperidade de fim de ano. Mesmo quando a planta em si não está presente em vaso, seus frutos e sementes protagonizam rituais bastante difundidos.

Culturalmente, a romã aparece ligada ao catolicismo popular, especialmente ao Dia de Reis (6 de janeiro), quando muitas simpatias de prosperidade e proteção são realizadas em memória dos Três Reis Magos. As sementes numerosas remetem a:
Entre as práticas populares mais conhecidas, estão:
São rituais simbólicos, sem garantia de efeito objetivo, mas que muitas famílias repetem há décadas como forma de renovar esperanças.
A romãzeira pode ser conduzida em vaso grande ou jardim, com visual ornamental muito bonito, flores alaranjadas e frutos decorativos:

Uso culinário e cuidados
As sementes da romã são amplamente utilizadas na culinária, em sucos e receitas diversas. Em termos de ornamentação para Ano Novo, é interessante combiná-la com outros elementos de cor vermelha e dourada, criando um arranjo que une tradição e estética. Em dúvidas sobre aspectos nutricionais do fruto, fontes como a Organização Mundial da Saúde ou bases científicas ligadas à nutrição podem oferecer informações gerais sobre consumo de frutas em uma dieta equilibrada.
O louro (Laurus nobilis) é muito conhecido na culinária, mas também tem longa história simbólica. Nas tradições europeias antigas, coroas de louro eram usadas para celebrar vitórias e conquistas — algo que foi herdado culturalmente e se mistura às práticas populares atuais.

Em rituais de prosperidade, o louro costuma significar:
Para o Ano Novo, é comum:
O louro é uma árvore de clima ameno, mas pode ser conduzida em vasos médios e grandes, sendo ótima planta para varandas e quintais:

As folhas de louro, quando corretamente identificadas como Laurus nobilis, são amplamente usadas em caldos, feijão, carnes e molhos. É importante não confundir com espécies ornamentais de folhas parecidas. Para informações gerais sobre segurança alimentar e uso de temperos, instituições como a FAO fornecem materiais sobre boas práticas em preparo de alimentos.
O alecrim (Salvia rosmarinus) é uma erva aromática com cheiro marcante, muito usada tanto na cozinha quanto em rituais de limpeza energética e renovação. Em arranjos de Ano Novo, ele aparece com frequência ao lado de flores brancas e velas.

Tradicionalmente, o alecrim está associado a:
Na virada do ano, é comum:

O alecrim é ótimo para quem quer unir simbolismo, aroma e uso culinário:
Além do uso simbólico, o alecrim é muito versátil na cozinha, combinando bem com batatas, assados, pães e infusões. Para entender melhor o papel de ervas aromáticas em dietas equilibradas, páginas de instituições como a British Nutrition Foundation trazem uma visão geral sobre consumo de temperos e ervas em alimentação saudável.

Com informações de Raquel Patro | Jardineiro.net,