Na próxima terça-feira, dia 27, às 10h, o Instituto-E começa a recuperar a vegetação de restinga das dunas de Ipanema, destruída durante o carnaval. O trecho da praia entre os Postos 8 e 9, na altura da Rua Teixeira de Melo, será o primeiro a receber 400 mudas de espécies nativas: Perpétua, Hydrocotile, Cacto Opuntia, Cacto Pilocereus, Guriri e Ipomeia, que serão replantadas por alunos da Escola Municipal Castelnuovo, membros de ONGs e associações locais de moradores.

A ação tem apoio da Biovert, empresa especializada em engenharia florestal e ambiental, e é parte da campanha #SOSrestinga, lançada pelo Instituto-E na semana passada com o objetivo de mobilizar moradores da cidade e frequentadores da orla carioca a se engajarem na preservação e conservação das dunas.

Em 2009, com apoio da Osklen e da Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente, o Instituto-E abraçou a missão de recuperar a orla carioca, começando pelas praias de Ipanema e do Leblon. Em 2014, o projeto se estendeu à Prainha, na Zona Oeste do Rio, e, desde 2016, conta também com a parceria da Havaianas.

Além de trazer a fauna típica deste ecossistema de restinga de volta à praia, a recuperação da vegetação contribui para a manutenção de uma temperatura mais amena ao redor dos canteiros e para a contenção da areia em caso de ventania, ou ressaca.

Veja como ficou o trecho que estava sendo recuperado pelo projeto após o carnaval:

O projeto em números – Ipanema e Leblon

  • 10.513 m2 de área replantada (Ipanema e Leblon)
  • 6.000 m3 de areia remanejada para as dunas
  • 36.620 mudas de restinga replantadas em Ipanema e Leblon desde 2009
  • 2.000 crianças de escolas públicas envolvidas no projeto de educação ambiental

Serviço

Replantio das Dunas da Praia de Ipanema*

Data: 27 de fevereiro – Terça-Feira
Local: Praia de Ipanema | altura da Rua Teixeira de Melo | Entre os postos 8 e 9
Horário: 10h
*Em caso de chuva forte o evento será adiado.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.