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Fusion Hybrid é mais econômico e ecológico que carro 1.0 flex

Os carros híbridos estão entre as apostas tecnológicas para reduzir as emissões de gases poluentes geradas pelo setor automotivo. Os modelos são ideais para países como o Brasil, que ainda não estão prontos para receber modelos totalmente elétricos.

29 de julho de 2011 • Atualizado às 03 : 00

Fusion Hybrid é mais econômico e ecológico que carro 1.0 flex
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Os carros híbridos estão entre as apostas tecnológicas para reduzir as emissões de gases poluentes geradas pelo setor automotivo. Os modelos são ideais para países como o Brasil, que ainda não estão prontos para receber modelos totalmente elétricos.

Os híbridos possuem dois motores, um elétrico e outro a combustão, e são classificados em três tipos: micro, médio e total. Os dois primeiros modelos funcionam somente com os dois motores trabalhando juntos, já no terceiro, o híbrido total, o carro pode passar boa parte do tempo utilizando apenas o motor elétrico.

No Brasil já é comercializado o S400, da Mercedes, e também o Fusion Hybrid, da Ford, que é o primeiro híbrido total vendido em território brasileiro. O CicloVivo conversou com a Gerente de Projetos da Ford, Adriana Carradori, que explicou quais são as vantagens do modelo híbrido da montadora norte-americana e quais benefícios ambientais do sedã.

Desde que a empresa começou a pensar no modelo, duas coisas foram essenciais para nortear o projeto: economia e sustentabilidade. O resultado é surpreendente. Através da tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos, o Fusion Hybrid chega a ser 9% mais econômico do que um carro 1.0 flex.

É inegável que a eficiência ecológica de um modelo elétrico é superior ao híbrido. No entanto, essa é uma realidade que ainda não pode ser aplicada ao Brasil, pela falta de estrutura das cidades, principalmente no que diz respeito à rede de abastecimento. “A tecnologia elétrica está sendo aperfeiçoada no mundo e as montadoras já estão bastante avançadas nessa tecnologia. Mas, infelizmente, países como o Brasil ainda não têm uma infraestrutura adequada. Então, vamos parar de pensar um pouquinho no trânsito e pensar em como carregar esse carro. A tecnologia está aumentando muito, mas ainda é limitada”, explica Adriana. Esses são os fatores que, segundo ela, tornam os híbridos ideais para os brasileiros.

O modelo da Ford possui outra vantagem sobre os carros híbridos de outras montadoras: o sistema de absorção energética a partir da frenagem. Essa tecnologia permite que a bateria do carro seja recarregada apenas pela energia da frenagem, que é aproveitada em 94%. Quando o veículo está em velocidade constante, a bateria pode ser recarregada pelo próprio motor a combustão, através de um sistema inteligente implantado no carro. Além disso, se o motorista estiver andando em velocidade abaixo dos 75 km/h, o carro se locomove apenas pelo motor elétrico.

Através de duas telas de LED, instaladas no painel do carro, o condutor tem instruções que o incentivam a dirigir de maneira mais eficiente. As folhas, desenhadas na tela, ficam verde, caso o carro esteja em estágio de baixa emissão de carbono, e vão se apagando na medida em que o carro usa o combustível fóssil.

Quando se fala em carros elétricos ou híbridos a potência é sempre um ponto de interrogação. Porém, Adriana tranquiliza aqueles que preferem os carros potentes com uma boa notícia. A utilização de dois motores deixou o Fusion ainda mais “possante”. Enquanto a versão original possui 173 cv o Hybrid tem 193. “Você não precisa abrir mão de potência e performance para ter um carro híbrido”, garante Adriana.

Todos esses componentes tecnológicos também deixaram o modelo mais caro que os tradicionais, sendo comercializado no Brasil por R$ 133 mil. Por enquanto, apenas 2% dos Fusions vendidos mensalmente são da versão Hybrid, mas a especialista acredita que o número tende a crescer à medida que a conscientização dos consumidores aumentar. A aplicação da tecnologia em outros modelos mais baratos também depende da popularização do método.

Confira a entrevista na íntegra:

 

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

(1989)

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