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Estudante cria máquina que distribui água e ração para cães de rua em SP

O sistema foi criado a partir de uma geladeira velha adaptada e custou, em média, R$ 60.

19 de junho de 2016 • Atualizado às 14 : 20

A máquina foi instalada há apenas 15 dias, mas já tem sido um sucesso. | Foto: Arquivo Pessoal

Estudante cria máquina que distribui água e ração para cães de rua em SP
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Uma ideia na cabeça, disposição e muita boa vontade. Esses foram os itens necessários para que o estudante de engenharia Renan Lourenci transformasse uma geladeira velha em uma máquina que alimenta cães abandonados.

A estrutura está localizada na Praça da Matriz, na cidade de Uchoa, SP, e tem como intuito oferecer ração e água fresca aos animais abandonados. Em entrevista ao CicloVivo, o jovem explicou como surgiu a inspiração e o que foi necessário para que o projeto virasse realidade.

“A ideia surgiu porque eu vi uma máquina Europeia que fazia isso. Eu percebi que o formato era parecido com uma geladeira. Então, eu peguei uma carcaça de geladeira e fiz uma adaptação”, explicou Lourenci, que conta com o apoio da empresária Lilian Pissolati e do veterinário Mário Sérgio Ornelas. Por ser estudante de engenharia, ele já possui alguns conhecimentos técnicos que facilitaram a criação, mas ele explica que o projeto é muito simples e barato. O gasto médio com todo o trabalho foi de R$ 60.

O funcionamento é muito simples. Todo o motor e a parte elétrica da geladeira foram retirados. Assim, sobrou espaço interno para que fossem acoplados galões de água e um reservatório de ração, conectados por canos a saídas que abastecem potes dispostos no exterior da estrutura. Com o isolamento térmico mantido, a água sai sempre fresquinha.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Para evitar problemas como a proliferação de mosquitos da dengue, é usada uma quantidade pequena de larvicida. Além disso, o compartimento de ração também recebe um pouco de remédio que ajuda a controlar os carrapatos e vermes nos animais. A medicação é ministrada pelo veterinário parceiro, Mário Sérgio Ornelas.

Lourenci explica que diariamente voluntários se encarregam de ir até o local para monitorar e abastecer os reservatórios. Mas, para que o sistema se mantenha, é essencial contar com a participação da população local. O ponto escolhido para a instalação, inclusive, foi previamente planejado levando isso em consideração. “A escolha pelo bairro se deu pelo fluxo de pessoas, para conseguir mais parceiros e visibilidade”, informou o estudante. Segundo ele, esta é a primeira máquina instalada na cidade, mas a intenção é produzir outros três equipamentos para espalhar por outros bairros e alcançar um número ainda maior de pessoas participantes e animais beneficiados.

Após ser divulgada nas redes sociais, pessoas de outras cidades e estados já se interessaram em replicar a estrutura em outros locais.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

 

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