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Desmatamento amazônico cresce 97% e preocupa especialistas

A região de Altamira, onde a usina de Belo Monte está sendo construída, apresentou as maiores taxas de desmatamento.

25 de julho de 2016 • Atualizado às 11 : 02
Desmatamento amazônico cresce 97% e preocupa especialistas

O Pará foi, sozinho, responsável por 50% do total de desmatamento. | Foto: Agência Brasil

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Um estudo feito pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), divulgado na última sexta-feira (22), traz dados preocupantes em relação ao desmatamento na floresta Amazônica. Segundo o órgão, a região perdeu 972 km2 de áreas florestadas apenas em junho de 2016.

Esse número representa um aumento de 97% em relação ao desmatamento registrado no mesmo período de 2015. No entanto, o cenário só não é pior porque os especialistas explicaram que por meses a região esteva coberta por nuvens, o que dificultou a precisão nos dados, já que as estatísticas do Imazon são feitas por imagens de satélite. Como em junho o céu estava limpo, o monitoramento foi muito mais preciso.

A região de Altamira, onde a hidrelétrica de Belo Monte está sendo construída, apresentou as maiores taxas de desmatamento, colaborando para que o estado do Pará fosse, sozinho, responsável por 50% do total de desmatamento. Amazonas, Mato Grosso e Rondônia são os outros três estados que concentraram altos níveis de destruição das florestas.

Uma das maiores preocupações dos especialistas é com o El Niño. Em entrevista à Época o pesquisador do Imazon e um dos autores do estudo, Adalberto Veríssimo, falou sobre o assunto. “Já tivemos aumentos maiores no passado recente. É preocupante, mas não é estratosférico. O que preocupa é o fato de estarmos vivendo um El Niño muito forte na região e, portanto, o desmatamento poderá aumentar muito nos próximos meses. Há muitas florestas degradadas que ficam vulneráveis ao fogo nessa época do ano”, explicou.

Segundo o especialista, o auge do problema pode ocorrer entre os meses de agosto e outubro. Quando a região está muito quente, seca e, assim, mais suscetível ao fogo.

Redação CicloVivo

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