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China anuncia fechamento do comércio de marfim até o fim de 2017

Ainda hoje, cerca de 20 mil elefantes são mortos na África todos os anos por caçadores em busca de marfim.

3 de janeiro de 2017 • Atualizado às 11 : 14
China anuncia fechamento do comércio de marfim até o fim de 2017

Além da China, outros dois grandes mercados de marfim também estão em processo de fechamento: Hong Kong e EUA. | Foto: iStock by Getty Images

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A China tem atualmente o maior mercado legalizado de marfim do mundo. No entanto, mesmo sendo permitido no país, muitas vezes o material tem origem ilegal, colaborando para a morte de elefantes já ameaçados de extinção na África. Para combater a caça ilegal, o país anunciou que fechará o comércio interno de marfim até dezembro de 2017.

Conforme informado pelo Gabinete Geral do Conselho de Estado Chinês, parte do processamento de marfim e venda do material no país será parada em março de 2017. Até o final do ano, o processamento deve ser totalmente paralisado.

A decisão foi comemorada pelas organizações de defesa animal. A WWF emitiu um informativo oficial comentando a decisão. “O fechando do maior mercado legal de marfim do mundo vai impedir a compra por pessoas na China e vai tornar mais difícil para os traficantes de marfim venderem suas mercadorias ilegalmente”, disse Lo Sze Ping, CEO da WWF-China.

Além da China, outros dois grandes mercados de marfim também estão em processo de fechamento: Hong Kong e EUA. Essas mudanças são essenciais para reduzir a matança de elefantes na África. Segundo a WWF e a TRAFFIC, outra organização de defesa animal, a caça no continente africanos teve seu auge em 2011, mas, ainda hoje, cerca de 20 mil elefantes são mortos na África todos os anos.

Mesmo com o fim do comércio legal, os especialistas lembram que isso não é o bastante, muito ainda precisa ser feito. “O fechamos dos mercados legais é um passo importante, mas o comércio ilegal continuará a crescer, a menos que os países implementem rigorosamente seus planos nacionais de ação contra o marfim”, explicou Zhou Fei, chefe do escritório da TRAFFIC na China.

A decisão dos três países é decorrente de um compromisso conjunto entre EUA e China, durante uma reunião internacional realizada em 2015.

Redação CicloVivo          

 

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