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Bill Gates e Richard Branson investem em startup que produz carne sem matar animais

Ideia quer solucionar desafios para o meio ambiente, bem-estar animal e saúde humana.

30 de agosto de 2017 • Atualizado às 14 : 40

Foto: Divulgação

Bill Gates e Richard Branson investem em startup que produz carne sem matar animais
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Uma startup nos Estados Unidos está produzindo carne sem matar um animal sequer. É isso mesmo, os criadores conseguem produzir a carne em laboratório usando apenas células de animais, sem abatê-los. Parece impossível? Pois dois grandes investidores, Bill Gates e Richard Branson estão apostando seu dinheiro na invenção.

Com sede em São Francisco, na Califórnia, a Memphis Meats produz carne bovina, de frango e de pato. Diferente das já conhecidas carnes de soja, quem provou o novo produto garante que o sabor é o mesmo. Não é à toa, que a startup recebeu investimento de Bill Gates, fundador da Microsoft, Richard Branson, fundador do Virgin Group, e ainda da empresa Cargill. Somando 17 milhões de dólares para a startup.

Na rodada de investimento outras grandes companhias investiram no projeto. Até o momento, a Memphis Meats arrecadou 22 milhões de dólares. “O mundo adora comer carne, e é fundamental para muitas de nossas culturas e tradições”, afirmou a Uma Valeti, co-fundadora e CEO da Memphis Meats. “A forma como a carne convencional é produzida hoje cria desafios para o meio ambiente, bem-estar animal e saúde humana. Estes são problemas que todos querem resolver”.

Com o financiamento, a empresa promete aumentar a gama de alimentos que produz, além de investir numa produção mais rápida e com menores custos na operação.

Um relatório sobre mudanças climáticas publicado pelo Instituto WorldWatch afirmou que a agricultura animal representa cerca de 51% das emissões de gases. A produção de carne sozinha usa cerca de um terço da água e da terra fresca de nosso planeta. Um estudo no Brasil afirma que os impactos causados pela agropecuária são responsáveis por 69% das emissões de gases de efeito estufa.

Foto: Divulgação

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O processo em laboratório, além de não causar sofrimento animal, usa menos recursos para “cultivar” a carne, o que pode reduzir drasticamente a quantidade de emissões lançadas na atmosfera.

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Redação CicloVivo

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