Vivemos uma tendência crescente em direção a espaços menores e mais eficientes. A empresa de design francesa Atelier Wilda transformou o estúdio abandonado de um artista em Paris em um local espaçoso e arejado, que uma pequena família agora chama de lar.

Segundo o site Contemporist, o espaço original de 50 metros quadrados foi construído na década de 1950 e usado como garagem. Durante a década de 1970, foi convertido em um estúdio de arte. Naquela época, o local era equipado com uma pequena cozinha, uma área de dormir e um banheiro. Em 2014, o antigo estúdio, que agora pertencia a filha do proprietário, passou a ser um quarto de hóspedes praticamente abandonado e, alguns anos depois, ela decidiu transformá-lo em um loft para aluguel, contratando o Atelier Wilda, para realizar a reforma.

O espaço foi completamente alterado e o resultado ficou impressionante. Foram retirados todos os forros e antigas paredes existentes, deixando apenas as estruturais. Diversas janelas foram acrescentadas na fachada, além de móveis planejados e uma estética minimalista.

Compacto, porém funcional

Apesar de compacto, o loft possui muito espaço na área de estar. A cozinha também é relativamente grande, com bancada linear e diversos armários. A preservação das vigas de madeira originais suavizam a luz solar intensa que entra pelas janelas.

A mobília interna é bastante funcional, pois é prática para acomodar objetos, sentar e subir. Como não há muito espaço para uma escada de tamanho normal, a solução foi instalar uma escada com degraus alternados.

Apesar do pequeno espaço, o projeto ainda contempla dois quartos. Um fica localizado no térreo, após a cozinha.

O outro fica no mezanino do loft e possui uma cama de casal e uma mesa dobrável, que funciona como área de trabalho.

O banheiro fica localizado logo atrás da escada. Ele é um pouco estreito, porém bem planejado.

Foto: David Foessel | Atelier Wilda

Esta reforma é a prova que pequenos espaços podem ter muito potencial com boas soluções de design.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.