O Instituto Passivhaus acaba de escolher uma residência construída na década de 70 como exemplo de edificação projetada para ser energeticamente passiva. A casa está localizada em Copenhague e já foi a vencedora do concurso anual da organização internacional.

Os arquitetos Vagn Korsgaard e Esbensen Torben foram os responsáveis pelo projeto que iria inspirar outras construções europeias feitas com baixo impacto ambiental e gasto energético zero, antes mesmo que o termo sustentabilidade fosse inventado.

“A obra de Korsgaard e Torben demonstrou nos anos 1970 que a tecnologia de eficiência energética realmente funcionam. A construção deste edifício foi uma importante base para desenvolvimentos posteriores na Europa e ao redor do mundo”, explicou o Dr. Wolfgang Feist, diretor e fundador do Instituto Passivhaus.

A casa, que agora é reconhecida internacionalmente, foi erguida nos campus da Universidade de Copenhague e desde 1974 tem servido como uma espécie de laboratório. A residência foi utilizada como base para testes, que incluem a simulações e medições para a otimização de componentes e serviços de construção.

Como exemplo de alguns itens incorporados à obra, os arquitetos utilizaram isolamentos móveis em frente às janelas, um dispositivo de recuperação de calor, sistemas de aquecimento com 42 m² de placas solares e um tanque de armazenamento de água quente com capacidade para 30 m³.

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.