6 plantas para a saúde da mulher na menopausa
Médica especialista em medicina integrativa fala sobre o poder das plantas para a saúde física, mental e emocional das mulheres
Médica especialista em medicina integrativa fala sobre o poder das plantas para a saúde física, mental e emocional das mulheres
Entre os sintomas da menopausa estão os fogachos, insônia, irritabilidade, cansaço e a falta de libido, entre outros tantos. Para apoiar as mulheres nesse momento da vida, existem diversos recursos dentro da medicina e é importante buscar o apoio de profissionais da área de saúde. Entre as soluções que podem ajudar as mulheres a lidar com os sintomas desencadeados por mudanças hormonais, está a fitoterapia: uso das plantas medicinais é aceito há tempos em diferentes culturas para tratar e prevenir doenças e desequilíbrios.
No tratamento da menopausa, algumas plantas e ervas tornaram-se, ao longo dos séculos, uma base importante de apoio das mulheres.

Para ajudar nessa busca por melhorias no estado físico, mental e emocional, a Dra. Helena Campiglia, médica especialista em medicina integrativa e saúde da mulher, elencou 6 plantas que ajudam as mulheres nesse período de instabilidade hormonal.
“O uso de plantas medicinais pode ser um recurso valioso para aliviar os sintomas da menopausa, mas é fundamental buscar orientação profissional para garantir um uso seguro e eficaz. O acompanhamento especializado ajuda a evitar interações medicamentosas e a adaptar o tratamento às necessidades individuais de cada mulher”, enfatiza Dra. Helena que também é professora da Universidade do Arizona.

A folha da Amora, amplamente encontrada no Brasil é uma aliada no tratamento da menopausa. Rica em fitoestrógenos, a amora auxilia na redução das ondas de calor, além de contribuir para a melhora da memória e da qualidade do sono. Pode ser consumida na forma de tintura ou chá, preparado com a infusão de suas folhas.

Conhecida como “ginseng feminino”, Dong Quai é uma das ervas mais tradicionais da Medicina Chinesa. Tonifica o sangue, regula a menstruação e auxilia no alívio da fadiga e dos fogachos da menopausa. Estudos sugerem que sua combinação com outras ervas pode reduzir a frequência e intensidade dos sintomas vasomotores. Entretanto, é importante ter cautela, pois pode aumentar o fluxo menstrual e interagir com anticoagulantes.

Essa raiz, tradicional dos Andes, é valorizada por seus potenciais efeitos afrodisíacos e energéticos. Alguns estudos indicam benefícios para o humor em mulheres na pós-menopausa, mas ainda são necessárias mais evidências científicas. Não há relatos de efeitos adversos ou interações medicamentosas.

Ampliamente utilizado para tratar sintomas da TPM, infertilidade e ovários policísticos, o Vitex também pode ajudar no alívio da ansiedade, dos fogachos e do sangramento irregular no período de transição menopausal.

Planta com propriedades anti-inflamatórias e sedativas, a Cimicífuga é usada para aliviar cólicas menstruais, tensão pré-menstrual e calores da menopausa. Estudos indicam que pode ser uma alternativa segura para mulheres com histórico de câncer de mama, pois não apresenta atividade estrogênica. No entanto, pacientes com problemas hepáticos devem ter cautela, já que algumas formulações podem afetar a função do fígado.

Reconhecida por seu efeito antidepressivo, a Erva de São João também tem mostrado eficácia na redução das ondas de calor em mulheres na menopausa. Estudos apontam benefícios adicionais quando combinada com Cimicífuga, especialmente para tratar sintomas como insônia, fogachos e depressão.
Em seu terceiro livro, “Medicina Integrativa & Saúde da Mulher”, a Dra. Helena traz abordagens e soluções mais sustentáveis e menos invasivas através de terapias complementares como nutrição, estilo de vida, suplementação, acupuntura, meditação, práticas mente-corpo, fitoterapia, e técnicas de relaxamento em conjunto com a medicina convencional.

Como e quando escolher e associar esses diferentes caminhos é o fio condutor dessa obra que esclarece muito sobre a saúde da mulher. “Propor modelos integrativos que sejam uma alternativa para a medicina baseada em doença, e não em saúde é um enorme desafio. Meu desejo é que este livro possa acrescentar reflexão, profundidade e conhecimento à prática de muitos profissionais da área e que isso se reflita na vida de seus pacientes”, conta Helena Campiglia.