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frente fria
Temperaturas acima dos 35 graus foram registradas nos termômetros no centro da cidade em setembro de 2024. | Foto: Paulo Pinto | Agência Brasil

Uma nova frente fria está chegando no Brasil para aliviar o calor, mas, ao menos na região Sudeste, a mudança não será sentida até o início da próxima semana. A Defesa Civil do estado de São Paulo renovou o alerta para altas temperaturas em todo o território paulista até o próximo domingo (9).

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Quem vive no interior deve enfrentar as maiores temperaturas. Nas regiões de Presidente Prudente e Marília, por exemplo, os termômetros podem alcançar 37ºC. Em seguida aparecem as regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba, com temperaturas chegando a 36ºC.

SP onda de calor
Bebedouros públicos disponíveis para hidratação na Bela Vista. | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Já na capital paulista, região metropolitana e litoral norte a temperatura poderá chegar aos 31ºC ao longo desta semana. Enquanto a Baixada Santista e a Serra da Mantiqueira devem registrar temperaturas um pouco mais amenas, com os termômetros marcando 28ºC e 27ºC, respectivamente.

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Quando chega a frente fria?

Segundo o Climatempo, a frente fria avança na noite de sábado (8) primeiramente no Rio Grande do Sul. No estado, as temperaturas já têm caído após dias de calor sufocante. Somente na segunda-feira (10) a frente fria chega na região Sudeste. Além de amenizar as altas temperaturas das últimas semanas, a quebra do bloqueio atmosférico da alta pressão favorecerá o retorno das chuvas, principalmente na faixa leste do estado.

Ainda de acordo com a empresa de previsão do tempo, no Rio Grande do Sul, as máximas poderão cair até 6°C – representando uma mudança que será bastante sentida. O mesmo não se pode dizer do Sudeste, onde as “temperaturas continuarão elevadas, e qualquer resfriamento será passageiro”.

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Fenômenos por trás das ocorrências climáticas intensas

No dia 24 de janeiro, após uma tarde de chuva levar a cidade de São Paulo ao caos, o Climatempo alertou sobre a combinação de fatores que, individualmente ou em conjunto, tem gerado impactos sobre o comportamento do clima. Do fenômeno La Niña, passando pelo aquecimento do oceano Atlântico, pela ocorrência de zonas de convergência, até os efeitos das mudanças climáticas, diferentes situações levam a eventos climáticos intensos, e cada vez mais frequentes, passando a exigir um monitoramento preventivo e constante por parte de toda a sociedade, principalmente pelas empresas e instituições públicas.

calor crise climática
Foto: Kseniia Zaitseva | Unsplash

A chuva de 24 de janeiro foi o temporal mais intenso, em 24 horas, na capital paulista, desde 1988. Tal situação teve origem no excesso de calor e umidade no ar, somado à presença de uma frente fria em alto mar e à circulação de ventos com tendência ciclônica no oceano.

Ana Clara Marques, meteorologista da Climatempo, explica que fenômenos meteorológicos locais, que impactam fortemente uma determinada área – ao contrário dos fenômenos de escala climática, que afetam regiões inteiras – têm se tornado mais frequentes, tomando todos de surpresa. “São rápidas mudanças na condição do tempo, que causam temporais, ventos fortes e raios, entre outras ocorrências, e que são registradas apenas em uma localidade”, afirma Ana Clara, ao destacar que estes eventos estão se espalhando por diferentes locais de todo o Brasil.

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A análise da Climatempo é que o pico do La Niña aconteceu em janeiro, e o fenômeno deverá se dissipar ao final do verão. Por outro lado, as ondas de frio vão começar mais cedo, já a partir de março. “Ao contrário de 2024, teremos um inverno com mais frio este ano”, pontua a meteorologista.