Trilha do Pico do Corcovado é reaberta com monitores indígenas
Em Ubatuba, visitantes podem escolher monitores indígenas da Aldeia Renascer que fazem uma imersão cultural durante o percurso até o pico
Em Ubatuba, visitantes podem escolher monitores indígenas da Aldeia Renascer que fazem uma imersão cultural durante o percurso até o pico
Adentrar ao bioma da Mata Atlântica observando árvores centenárias, bromélias, orquídeas, primatas, aves e mamíferos. Essas são algumas das possibilidades de encantamento ao percorrer a Trilha do Pico do Corcovado via Picinguaba, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O acesso, que estava fechado, acaba de ser reaberto, inclusive sendo possível acampar.
Com 1.168 metros de altura, o pico, um dos principais atrativos do Parque Estadual Serra do Mar (Núcleo Picinguaba), atrai aventureiros de várias localidades. Do alto, se avista a extensão da Serra do Mar com sua vasta vegetação, praias e parques estaduais. A vista de tirar o fôlego agora pode ser acompanhada por um monitor indígena da Aldeia Renascer, cujo território é habitado por Guaranis (Guarani Mbya e Guarani Tupi-Guarani).
O protagonismo indígena na monitoria é a grande novidade da reabertura da trilha. Eles vivem aos pés do Pico do Corcovado e a proposta é oferecer uma imersão cultural e histórica dos povos originários da região.
O trajeto também pode ser feito por um monitor ambiental credenciado à Unidade de Conservação. Para garantir o revezamento e as opções de escolha, cada categoria de monitor terá atuação definida em 15 dias de cada mês. A presença desses profissionais é obrigatória para a segurança do grupo durante todo o trajeto da trilha.

“O novo sistema de monitoria permite que o visitante escolha a narrativa que deseja vivenciar, seja ela técnica ou cultural, enquanto garantimos o respeito à capacidade de carga do atrativo. Nosso foco é assegurar que a visitação ocorra com o menor impacto possível à biodiversidade da Serra do Mar,” destaca Carlos Roberto Paiva, Gestor do parque.
A região, que recebia cerca de 120 visitantes por mês, retorna ainda com melhorias estruturais. Foram realizadas obras de recuperação em pontos críticos, incluindo a reforma de corrimões, escadas de madeira e dos bancos de descanso em locais estratégicos.
“Unir a recuperação da infraestrutura com a valorização dos povos originários é um passo fundamental para oferecer uma experiência turística completa e consciente,” diz Rodrigo Levkovicz, diretor executivo da Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
A trilha possui aproximadamente 6,5 km de extensão, com um tempo estimado de subida entre 5 a 6 horas. Devido à complexidade do percurso, o início da caminhada deve respeitar horários rigorosos: até às 8h da manhã para quem faz o trajeto de ida e volta e até às 10h para quem vai pernoitar no Pico do Corcovado. Os passeios ocorrem aos sábados, domingos e feriados.
Para garantir a segurança, é obrigatório o uso de calça comprida e calçado fechado apropriado para trilha. É proibido circular de chinelos no cume ou em áreas de acampamento. Além disso, os visitantes devem portar um kit básico de primeiros socorros.

A Fundação Florestal estabeleceu normas rígidas para garantir a segurança dos usuários:
Por questões de segurança, a rocha da “Igrejinha” permanece isolada, sendo proibido levar pessoas ao mirante devido ao risco de desprendimento da rocha. O acampamento no Ponto 4 (mirante) também está vetado pelo mesmo motivo.
Para esse trajeto por Ubatuba, núcleo Picinguaba, os agendamentos devem ser realizados pelo e-mail: npicinguaba.agendamento@fflorestal.sp.gov.br.