População global atinge 7 bilhões de pessoas

Sete bilhões é um grande número. Esta também é a quantidade de pessoas habitando o planeta Terra. Segundo informações da Natural Geographic, uma pessoa levaria 200 anos, apenas para contar todos estes números em voz alta.

Sete bilhões é um grande número. Esta também é a quantidade de pessoas habitando o planeta Terra. Pouco antes da meia-noite do último domingo (30), nasceu Danica, a bebê filipina que representa a chegada da população mundial à casa dos sete bilhões. Segundo informações da National Geographic, uma pessoa levaria 200 anos, apenas para contar todos estes números em voz alta.

Em 1800 a população global era de um bilhão de pessoas, 130 anos depois aumentou para dois bilhões. Em 1960, três bilhões; 1974, quatro bilhões; 1987, cinco bilhões; 1999, seis bilhões e 2011, sete bilhões de pessoas. Seguindo esses altos percentuais de crescimento, existe a expectativa de que em 2045 podemos chegar a nove bilhões.

A cada segundo, cinco pessoas nascem e duas pessoas morrem. E em quase todos os lugares as pessoas estão vivendo mais. Em 2010 as pessoas viviam em média 69 anos, enquanto em 1960 a expectativa de vida era de apenas 53.

Em 2008, pela primeira vez a maioria da população do mundo morava na cidade ao invés de áreas rurais. Isso fez com a quantidade de metrópoles consideradas megacidades, passasse de três, em 1975, para 21 em 2011.

Uma em cada sete pessoas na Terra vai para a cama com fome todas as noites. Assegurar saúde, alimentos nutritivos suficiente para todos os povos é um dos desafios mais críticos que o mundo enfrenta.

Para alimentar nossa população crescente, teremos que duplicar a produção alimentar. No entanto, o rendimento das culturas não está aumentando rápido o suficiente, e as mudanças climáticas e as novas doenças ameaçam as variedades. Felizmente, ainda temos as sementes para garantir o futuro fornecimento de alimentos, mas temos de tomar medidas para salvá-los.

Brasil

A nova taxa de fertilidade brasileira é menor do que a norte-americana, de dois filhos por mulher. Na maior nação da América Latina – um país de 191 milhões de pessoas, o aborto é ilegal (exceto em casos específicos), e nenhuma política oficial do governo já promoveu o controle da natalidade – o tamanho da família caiu drasticamente e insistentemente nas últimas cinco décadas.

A queda da fertilidade não é apenas um fenômeno brasileiro. Os números caíram rapidamente na maior parte do mundo, com exceção da África subsaariana.

Quase 85% dos 191 milhões de brasileiros vivem em áreas urbanas, onde as famílias menores têm uma vantagem econômica.

Estados Unidos

Os EUA têm uma taxa de fertilidade relativamente alta, em parte devido à taxa significativa de gravidez entre adolescentes e um fluxo constante de imigrantes. Em 2050, é estimado que a população do país chegue a 400 milhões. Em 2004, uma nova casa foi construída a cada 20 minutos durante o boom imobiliário. O estilo de vida norte-americano também contribui com o alto consumo energético. Suas emissões de carbono são quatro vezes superiores à média global.

Uganda

Metade das 34 milhões de pessoas na Uganda são crianças com menos de 15 anos.

Quênia

As taxas de fertilidade permanecem elevadas na África subsaariana. A taxa do Quênia caiu de oito para cinco nascimentos por mulher, entre 1960 e 2000, mas desde então caiu apenas para 4,6. A média global é de 2,5.

Índia

Calcutá possui cerca de 16 milhões de pessoas. Em 1975, apenas três cidades no mundo superaram os dez milhões. Hoje existem 21 megacidades, a maioria nos países em desenvolvimento, onde as áreas urbanas absorvem grande parte do aumento da população do globo.

Londres

Tornou-se a maior cidade do mundo durante a revolução industrial, um ponto de inflexão para o aumento vertiginoso da população da Terra. Países ricos usam muitas vezes mais recursos per capita do que as nações mais pobres, mas como aumenta a renda global, o aumento do consumo pode sobrecarregar o planeta mais do que o crescimento populacional.

Espanha

Imigrantes em Barcelona estão reforçando a taxa de crescimento populacional estagnada da Europa. Em todo o mundo, as decisões das mulheres jovens férteis irão determinar se a população global se estabiliza ou não. A pesquisa mostra que quanto mais educação uma mulher recebe, menos filhos é provável que tenha.

Rússia

A população da Rússia continua caindo e hoje está em 142 milhões, abaixo do seu pico de 148 milhões de habitantes, em 1990. Milhares de aldeias russas estão sendo despovoadas com as pessoas se deslocando para as cidades e tendo menos filhos. Para combater a baixa taxa de natalidade, o governo se comprometeu a pagar US $ 11.500 a mulheres que tenham um segundo filho.

Turquia

Diversas famílias iraquianas deslocadas pela guerra aguardam ordens para mudar dos alojamentos temporários, em Istambul, para uma "cidade satélite" que comportam os refugiados e requerentes de asilo, enquanto as autoridades consideram suas aplicações de reassentamento. Muitos dos 11 milhões – pessoas deslocadas por conflitos ou perseguições – são incapazes de ganhar status legal em um novo país.

Itália

Em uma nação em envelhecimento, a população da Sardenha é especialmente idosa, com um dos maiores índices do mundo de pessoas com mais de cem anos de idade. Na ilha, os centenários chegam a 187 pessoas.

Venezuela

Caracas é uma cidade com três milhões de pessoas e muita desigualdade social. Uma em cada sete pessoas na Terra vive em favelas hoje em dia. Proporcionar-lhes melhores condições de moradia e educação será um dos grandes desafios de um mundo com sete bilhões de pessoas.

Japão

Os 29 milhões de idosos no Japão, que representam 23% da população, superam em muito os jovens, uma situação sem precedentes, que levanta preocupações sobre quem ou o quê apoiará os idosos nos próximos anos.

China

Utilizando cada centímetro fértil, agricultores plantam sementes de alta produtividade e usam fertilizantes para permitir que a China alimente seu povo de bilhões de pessoas. Produzir alimentos suficientes para a população mundial crescente é possível, mas tem que ser feito sem esgotar os recursos finitos, especialmente a água. Recursos que podem ser repostos, como o bambu da China, será crucial.

Um mundo de sete bilhões de pessoas apresenta muitos desafios e inúmeras oportunidades para fazer uma diferença positiva. Este número estabelecido pelo Fundo Populacional das Nações Unidas inspira mudanças que farão a diferença, destacando ações positivas por indivíduos e organizações ao redor do mundo. Todos têm oportunidade e responsabilidade de fazer um mundo de sete bilhões de pessoa um lugar melhor para todos. Com informações da National Geographic.

Redação CicloVivo

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