Amazônia Legal registra queda de 17% em desmatamento

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acaba de divulgar novos dados sobre o desmatamento na Amazônia Legal. Foi registrado um recuo na devastação ambiental entre 2011 e 2012 nos estados que lideram o desmatamento do país.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acaba de divulgar novos dados sobre o desmatamento na Amazônia Legal. Foi registrado um recuo na devastação ambiental entre 2011 e 2012 nos estados que lideram o desmatamento do país.

Através do Deter, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Inpe constatou que ano passado a floresta perdeu uma área de 1.485,66 km², neste ano o número caiu para 1.232,75 km². O recuo é de 252,91 km², equivalente a menos 17% entre 1º de janeiro e 15 de agosto de 2012.

A melhoria nos números foi mais intensa nos três últimos meses avaliados, entre 15 de maio a 15 de agosto de 2012. O Deter faz um rápido levantamento até que a pesquisa oficial e detalhada sobre o tema seja publicado, no final do ano, pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes).

Os Estados campeões em devastação continuam a ser Mato Grosso (694,69 km² de área destruída), seguido do Pará (321,58 km²) e de Rondônia (121,68 km²). Entretanto, os três apresentam números menores do que o ano passado. Em 2011, o Mato Grosso perdeu 744,68 km² de floresta, o Pará perdeu 365,92 km² e Rondônia teve 230,36 km² de desmatamento.

O professor de política ambiental e mudança climática da Unesp (Universidade Estadual Paulista), David Montenegro Lapola, em entrevista, lembra que o ritmo de desmatamento na Amazônia vem diminuindo desde 2004.

Para ele, a melhoria do desmatamento atribui-se à presença mais constante do poder público na Amazônia e o desaquecimento da economia global. O primeiro fator deve-se principalmente ao aumento de fiscalização por agentes da Polícia Federal e do Ibama e o segundo fator pode ter levado a uma demanda menor por produtos da fronteira agrícola na região.

O professor também afirma que a queda do desmatamento contribui com a redução nas emissões de gases-estufa que causam mudanças climáticas. "Acho que ainda há mais o que fazer com relação à fiscalização. Se a gente pode reduzir em 80% [o desmatamento], por que não podemos reduzir em 100%?", afirmou o professor ao G1.

O menor índice de devastação ambiental dos últimos 23 anos foi registrado pelo Inpe em junho deste ano. Com informações do G1.

Redação CicloVivo