Quase metade da eletricidade do país europeu provém de uma alternativa renovável. Um novo modelo, que pode ser exportado para outras regiões, aproveita-se da força dos ventos em alto mar.

O vento em Portugal é constante, por isso, o país aposta nesse tipo de geração de energia. A escolha também parte da dificuldade no acesso a outras fontes, uma vez que o país não possui reservas de petróleo, nem grandes rios.

Atualmente, já são quase três mil torres espalhadas para garantir a geração. Entretanto, técnicos já analisam que, em sete anos, faltará espaço viável para instalar novos equipamentos.  Por conta disso, o país começou a testar a possibilidade de implantar as torres no mar, onde há espaço de sobra e muito vento.

Portugal realizou um teste com uma plataforma marítima flutuante em águas mais profundas. Considerada a primeira experiência desse tipo no mundo, a empreitada obteve sucesso e poderá ser comercializada. Uma das torres instaladas já produz energia elétrica suficiente para abastecer 1.600 residências.

Apesar de ainda ser uma tecnologia mais cara, os técnicos afirmaram que o vento no mar é mais forte do que em terra e o espaço é quase infinito. Ao G1, João Maciel, engenheiro responsável pelo projeto, explicou a eficiência da plataforma desenvolvida. “Essa experiência feita em Portugal é facilmente transportável, exportável para o resto do mundo. Nós acreditamos mesmo que com esta tecnologia flutuante o próprio Oceano Atlântico, o Oceano Pacífico, o Mar Mediterrâneo serão mercados que esta tecnologia poderá abordar e, portanto, virtualmente ilimitada”. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.