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Super ricos já superaram suas emissões de CO2 para 2025

Oxfam revela impacto causado por 1% mais rico do mundo – os 50% mais pobres levam 3 anos para atingir esse nível de emissões

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Foto: Ruthson Zimmerman | Unsplash

Para manter o limite de aquecimento em 1,5ºC e evitar a sequência de eventos extremos que mata e ameaça a humanidade e outras espécies, devemos restringir as emissões de gases de efeito estufa, que provocam as mudanças climáticas. Nesse cenário, cientistas calculam quanto estamos emitindo e quanto deveríamos emitir e revelam dados impressionantes:  o 1% mais rico da população mundial já emitiu a sua parcela do orçamento global de carbono para 2024, em apenas 10 dias.

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Os dados foram divulgados em uma nova análise da Oxfam que também aponta uma diferença enorme em relação às emissões da população mais pobre. Segundo o estudo, estas pessoas levariam quase três anos (1.022 dias) para atingir o mesmo nível de emissões dos super ricos.

Dados alarmantes

Segundo estimativas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), o orçamento anual de carbono por pessoa, para limitar o aquecimento a 1,5°C, é de 2,1 toneladas de CO2, esse é o volume total de gases de efeito estufa que podem ser emitidos sem inviabilizar o limite estabelecido pelo Acordo de Paris.

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Enquanto o 1% mais rico emite 76 toneladas anuais por pessoa, a metade mais pobre emite apenas 0,7 toneladas.

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Foto: Austin Distel | Unsplash

O estudo da Oxfam, “A Desigualdade de Carbono Mata“, detalha como os super-ricos, por meio de seus investimentos e consumo extravagante, estão agravando as crises globais de desigualdade, fome e mortalidade. Em um exemplo emblemático, os 50 bilionários mais ricos do mundo emitem mais carbono em 1,5 hora do que uma pessoa média em toda sua vida.

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Um marco de desigualdade

O dia em que os super ricos atingiram sua cota de emissões em 2025, antes mesmo da primeira quinzena do ano, recebeu o nome de “Dia dos Ricos Poluidores”, e mostra claramente como a emergência climática é impulsionada de forma absurdamente desigual.

“O futuro do nosso planeta está por um fio. Apesar da urgência, os super-ricos continuam desperdiçando as chances da humanidade com estilos de vida extravagantes, investimentos poluentes e influência política nociva. Isso é um roubo puro e simples: uma pequena elite está roubando o futuro de bilhões de pessoas para alimentar sua ganância insaciável”, afirma Nafkote Dabi, líder de Política de Mudanças Climáticas da Oxfam Internacional.

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Foto: Hennie Stander | Unsplash

O 1% mais rico emite mais do que o dobro de carbono do que a metade mais pobre da humanidade, com impactos devastadores para comunidades vulneráveis e os esforços globais para enfrentar a emergência climática. Para limitar o aquecimento global a 1,5°C, o grupo mais rico precisaria reduzir suas emissões em 97% até 2030.

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Foto: Bernard por Pixabay

A pesquisa mostra que as emissões desse grupo desde 1990 já causaram — e continuarão causando — trilhões de dólares em danos econômicos, perdas agrícolas extensas e milhões de mortes por calor extremo. Nos últimos 30 anos, os países de baixa e média-baixa renda sofreram danos econômicos três vezes maiores do que os valores de financiamento climático prometidos pelos países ricos.

Causa desigual, consequências injustas

Até 2050, as emissões do 1% mais rico podem levar a perdas agrícolas suficientes para alimentar 10 milhões de pessoas por ano no Leste e Sul da Ásia. Além disso, 80% das mortes por calor extremo ocorrerão em países de baixa e média-baixa renda, sendo 40% delas no Sul da Ásia.

“Os governos precisam parar de servir aos interesses dos mais ricos. Esses grandes poluidores devem ser responsabilizados. É hora de taxar, reduzir emissões e proibir excessos como jatos particulares e iates de luxo. Líderes que não agirem estão escolhendo ser cúmplices dessa crise”, alerta Dabi.

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A pesquisa da Oxfam mostrou que as emissões do 1% mais rico do planeta desde 1990 já causaram trilhões de dólares em danos econômicos, perdas agrícolas extensas e milhões de mortes por calor extremo. Nos últimos 30 anos, os países de baixa e média renda sofreram danos econômicos três vezes maiores do que os valores de financiamento climático prometidos pelos países ricos.

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Foto: 350.org

O que pode ser feito?

A Oxfam propõe ações como:

  • Reduzir as emissões dos mais ricos: Criar impostos sobre renda e riqueza do 1% mais rico, aplicar tributações punitivas sobre bens de luxo e regulamentar corporações para cortar emissões.
  • Fazer os poluidores ricos pagarem: Aumentar o financiamento climático para países do Sul Global, que sofrem os piores impactos. Apesar de promessas de US$ 300 bilhões anuais, a dívida climática dos países ricos já chega a US$ 5 trilhões.

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