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O ESG não acabou. Está apenas mudando de nome.

Para Caio Queiroz, CEO da Aguama Ambiental, a Agenda ESG nunca foi tão necessária para empresas construírem seu futuro

forum turismo sustentavel
Foto: Aguama

Nos últimos meses, muito se tem falado sobre um suposto enfraquecimento da agenda ESG. A volta de Donald Trump ao governo dos Estados Unidos trouxe mudanças importantes na política ambiental americana. No Brasil, a decisão da CVM de flexibilizar a obrigatoriedade dos relatórios de sustentabilidade para empresas de capital aberto também reacendeu o debate sobre o futuro dessa agenda.

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Ao mesmo tempo, vivemos um ano de retração econômica em diversos setores. Copa do Mundo, eleições e um ambiente de maior cautela fazem com que muitas empresas reduzam investimentos em iniciativas consideradas “não essenciais”. Naturalmente, a sustentabilidade acaba sendo questionada.

Mas será que estamos realmente assistindo ao fim do ESG? Acredito que não.

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FIB Felicidade Noronha
Caio Queiroz, CEO da Aguama, conversa com a comunidade de Noronha sobre o FIB – Índice de Felicidade Interna Bruta. Foto: Instagram | @aguamaambiental

Na minha visão, estamos vivendo algo muito mais interessante: a maturidade da sustentabilidade. Durante muitos anos, as empresas investiram em ESG impulsionadas por regulamentações, exigências do mercado financeiro, investidores, certificações e posicionamento institucional. Essa fase foi extremamente importante, pois acelerou mudanças que talvez demorassem décadas para acontecer.

Agora, estamos entrando em uma nova etapa. As organizações que realmente incorporaram boas práticas perceberam que elas geram resultados concretos para o negócio:

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  • Uma gestão eficiente de resíduos reduz custos.
  • A economia circular cria novas fontes de receita.
  • A eficiência energética diminui despesas operacionais.
  • O uso racional da água reduz riscos.
  • Programas voltados à saúde e ao bem-estar aumentam produtividade e reduzem afastamentos.
  • Projetos sociais fortalecem o relacionamento com as comunidades e ampliam a licença social para operar.

Ou seja, mesmo que diminua a pressão regulatória ou que determinadas siglas percam força, dificilmente uma empresa voltará a desperdiçar recursos, abandonar processos eficientes ou desfazer toda a cultura construída nos últimos anos. Seria um enorme retrocesso econômico, além de ambiental.

greenwashing copo plastico
Foto: Brian Yurasits na Unsplash

Não faz sentido investir durante anos em educação ambiental dos colaboradores, coleta seletiva, reciclagem, logística reversa, eficiência operacional e economia circular para simplesmente voltar a misturar todos os resíduos e destiná-los aos aterros sanitários.

A sustentabilidade deixou de ser apenas uma obrigação. Ela passou a ser inteligência de gestão.

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Ao longo dos meus 27 anos atuando na área socioambiental, acompanhei diversas transformações desse mercado. Vi nascer programas de coleta seletiva empresarial. Participei da construção das primeiras certificações para eventos sustentáveis no Brasil.

Desenvolvemos o Manual de Sustentabilidade para o Setor de Feiras e Eventos. Implementamos programas em centenas de empresas, eventos e municípios. E aprendi uma lição importante: as ferramentas mudam, mas o propósito permanece.

Talvez o termo ESG perca protagonismo. Talvez surjam novas metodologias. Talvez o mercado passe a utilizar outras expressões.

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plantio Fernando de Noronha
Ação de plantio em projeto de restauração ecológica realizado pela Aguama em parceria com o ICMBio e a 21K em Fernando de Noronha. Foto: Aguama Ambiental

Mas os desafios continuam exatamente os mesmos. Como reduzir impactos ambientais? Como melhorar a qualidade de vida das pessoas? Como construir cidades mais resilientes? Como gerar prosperidade sem comprometer os recursos das futuras gerações?

Essas perguntas continuam mais atuais do que nunca. É exatamente por isso que, na Aguama, também estamos evoluindo. Mais do que oferecer soluções de ESG, passamos a desenvolver Plataformas de Impacto Positivo para empresas, municípios e eventos.

Uma plataforma que integra sustentabilidade, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Felicidade Interna Bruta (FIB), educação, cultura, esporte, turismo sustentável, saúde, bem-estar, economia circular e desenvolvimento territorial. Porque entendemos que a verdadeira transformação acontece quando todas essas agendas trabalham juntas.

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O ESG deixa de ser o destino. Passa a ser um dos caminhos.

óleos de jeri
Com o Programa Óleos de Jeri, os restaurantes e hoteis vão dar o destino correto ao óleo de cozinha usado. Foto: Aguama

O foco agora é criar territórios mais inteligentes, empresas mais eficientes, pessoas mais saudáveis e comunidades mais felizes.

No final das contas, sustentabilidade nunca foi apenas sobre meio ambiente. Sempre foi sobre pessoas. Sobre qualidade de vida. Sobre equilíbrio. Sobre construir negócios que prosperem enquanto geram valor para a sociedade.

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Os nomes mudam. As metodologias evoluem. Os indicadores se transformam. Mas o compromisso com um futuro melhor continua sendo uma das decisões mais inteligentes que qualquer organização pode tomar. Talvez este seja justamente o momento de deixarmos de discutir se o ESG acabou.

A pergunta mais importante é outra: Como vamos gerar impacto positivo daqui para frente?

Na minha opinião, essa é a conversa que realmente importa.

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colunista Caio Queiroz
Colunistas CicloVivo: Neste espaço, especialistas de diversas áreas compartilham opiniões e pontos de vista, que não necessariamente refletem o posicionamento do CicloVivo.