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Hortas comunitárias agroflorestais são implementadas em Porto Alegre

Cidade já conta com 35 hortas e prevê chegar a 68; além de alimentos, iniciativa promove a integração social

hortas comunitárias agroflorestais
Horta Agroflorestal. Foto: Marília Jung | SMGOV

A Prefeitura de Porto Alegre já implementou 35 hortas comunitárias agroflorestais em diversas regiões da capital gaúcha. A iniciativa integra o Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e está sendo executada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural e a organização da sociedade civil Ecos – Espaço, Cidadania e Oportunidades Sociais.

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O objetivo é instalar um total de 68 hortas comunitárias, que unem a produção de alimentos orgânicos ao fortalecimento da cidadania, da cultura local e do convívio social.

A iniciativa fomenta a segurança alimentar e nutricional, além de estimular a consciência ambiental com foco na agroecologia. Para o secretário de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural, Cássio Trogildo, o projeto vai além da agricultura. “Estamos promovendo a integração social das comunidades. As hortas comunitárias produzem alimentos, mas também promovem cidadania, cultura e desenvolvimento”, afirma.

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Foto: Marilia Jung | SMGOV | PMPA

Além da escolha dos locais, a comunidade também participa da manutenção das hortas. Para se engajar, os moradores devem procurar a subprefeitura mais próxima.

Sustentabilidade e ação climática

A iniciativa também está alinhada ao Plano de Ação Climática de Porto Alegre e recebe apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus). O foco é estimular práticas sustentáveis, como a produção orgânica, o ecoturismo e a agricultura familiar, contribuindo para a segurança alimentar e a resiliência climática da cidade. As ações incentivam também a participação comunitária no cuidado com o território.

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Horta comunitária do Centro Histórico. | Foto: Alex Rocha | PMPA

Cada horta ocupa um espaço mínimo de 60 metros quadrados e segue o modelo agroflorestal, que combina o cultivo de hortaliças, árvores frutíferas e espécies nativas com plantas destinadas à produção de biomassa. Após o plantio, os canteiros recebem cobertura vegetal para a proteção e retenção da umidade do solo.

Além dos benefícios sociais e ambientais já destacados, experiências semelhantes em outras cidades brasileiras mostram que hortas comunitárias agroflorestais também geram impactos positivos significativos nas áreas da saúde, economia e meio ambiente. Podemos destacar que as hortas comunitárias:

  • Promovem a saúde física e mental dos participantes, funcionando como atividade terapêutica e antiestresse;
  • Desenvolvem habilidades práticas em agroecologia, compostagem e cuidado ambiental, incentivando a educação continuada;
  • Reduzem a temperatura urbana, atuando no combate às ilhas de calor com mais áreas verdes;
  • Aumentam a biodiversidade local ao atrair polinizadores como abelhas e borboletas;
  • Diminuem a pegada de carbono ao reduzir o transporte e embalagens de alimentos.
  • Esses benefícios reforçam o potencial transformador do plantio urbano, inclusive na promoção de uma cidade mais justa e resiliente.
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Horta implementada na Região Restinga. | Foto: Marilia Jung /SMGOV/PMPA

Com informações da Prefeitura de Porto Alegre

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