Com igualdade de impostos, venda diária de leite vegetal sobe 316%
Experiência da NotCo revela diferentes taxações do leite vegetal e do leite animal – um obstáculo para uma dieta mais saudável e sustentável
Experiência da NotCo revela diferentes taxações do leite vegetal e do leite animal – um obstáculo para uma dieta mais saudável e sustentável
Pouca gente sabe, mas no dia 1º de junho é celebrado o Dia Mundial do Leite. Nesta data especial, a NotCo, marca de alimentos livres de ingredientes de origem animal, provou que o excesso de impostos para bebidas vegetais são uma verdadeira trava em um mercado em ascensão. A campanha “Fim de Semana sem Impostos” simulou um cenário em que a linha NotMilk tivesse a mesma carga tributária do leite de vaca tradicional e baixou o valor do leite vegetal da marca.
Em uma ação 100% nacional que simulou a isonomia tributária para a linha NotMilk, durante os dias 31 de maio e 1º de junho, exclusivamente no Mercado Livre. Os produtos da marca vendidos com preço reduzido em quase 50%, mostrando na prática como os tributos impactam o acesso à alimentação à base de plantas. O resultado foi bastante revelador: 100% do estoque promocional esgotou em menos de 11 horas, com um aumento no volume de vendas de mais de 316% em relação à média diária.

Além disso, a marca conseguiu disparar a sua presença digital, com um aumento de 247% nas visitas orgânicas à loja oficial que possui no Mercado Livre, onde a campanha aconteceu com exclusividade. A empresa ainda conseguiu aumentar sua base de novos seguidores e teve um engajamento consistente nas redes sociais, com mais de cinco mil visualizações.
“A ação foi só uma pequena amostra de que, se não fosse por essa aplicação de impostos desigual, o NotMilk poderia ter o mesmo preço de muitos dos leites animais e ser mais acessível para milhares de consumidores que amam a linha”, destaca o presidente da NotCo no Brasil, André Weinmann.
A marca não está sozinha nessa batalha contra a tributação desigual dos leites vegetais no Brasil. Discussões tributárias envolvendo bebidas vegetais são lideradas pela Associação Brasileira de Alimentos Alternativos, ou Base Planta, que reúne a NotCo, Nude, A Tal da Castanha, Vida Veg e Natural One. Entre as reinvindicações, além de impostos mais justos, está o enquadramentos das bebidas vegetais dentro da categoria de alimentos, o que já ajudaria a resolver parte do problema.
Em estados como São Paulo, por exemplo, esses produtos chegam a ter 45% de impostos sobre o seu preço de venda no varejo e cerca de 4,5 vezes mais impostos do que o leite de origem animal UHT.
“A cesta do supermercado com produtos feitos à base de proteína vegetal definitivamente seria diferente, caso os impostos fossem igualitários. Oportunidades de democratizar a indústria alimentícia como essa não podem ser desperdiçadas”, afirma Weinmann.

Em diversos países esse cenário é diferente. Na França, os leites vegetais pagam 5,5% de impostos, em Portugal, a carga é de 6% e na Inglaterra bebidas vegetais são isentas de taxação. Com isso, o valor pago pelas pessoas cai e a troca de leite animal por opções vegetais aumenta – e com a escala de vendas é possível que os fabricantes reduzam ainda mais o preço final do produto.
Essa troca não é só benéfica para as marcas de produtos veganos e para a saúde das pessoas, mas também para o planeta. De acordo com a Nude, colocando uma lupa nos sistemas alimentares do Brasil, “as emissões atribuídas aos produtos de leite de origem animal quase 53 milhões de toneladas de CO2 equivalente, mais de 11% das emissões desses sistemas em 2021, segundo avaliação do SEEG do mesmo ano.
Para tornar os leites vegetais ainda mais atrativos e nutritivos, as marcas têm investido em pesquisa e desenvolvimento de produtos. A NotCo usa sua inteligência artificial apelidada de Giuseppe para criar produtos semelhantes aos produtos de origem animal no que se refere ao paladar e com mais nutrientes.

A marca lançou o NotCo Proteína, com 26g de proteína por embalagem, para garantir a reposição proteica sem precisar recorrer a suplementos artificiais. A nova versão oferece o dobro de proteínas que NotMilk Original. É fonte de cálcio, zinco, fibras e vitaminas essenciais, sendo uma boa escolha para veganos e pessoas com restrições alimentares, já que não contém lácteos, lactose, glúten, e nem colesterol.
A Nude, apresentou recentemente o Tudão, produto desenvolvido para complementar e atrair mais consumidores para a categoria de bebidas vegetais – cuja base representa apenas 2% de todo o mercado brasileiro de leite. Sua fórmula traz todos os nutrientes e benefícios encontrados no leite tradicional, em uma versão vegetal, com 8g de proteínas por porção, fonte de cálcio, de vitaminas D e K e de fibras, além de ser sem glúten, lactose e adição de açúcares. O Tudão tem alto valor nutricional e baixo impacto ambiental (0,41kg CO₂e/kg).

Já a líder do mercado de leites vegetais, A Tal da Castanha, anunciou na última NturalTech, dois novos produtos em seu portfólio de alimentos clean label: o Condensado, alternativa 100% vegetal ao leite condensado tradicional, feito com castanha-de-caju e o Completo, bebida vegetal proteica e enriquecida com vitaminas e minerais.
O Completo foi desenvolvido para atender diferentes perfis de consumo e momentos do dia. O produto reúne macronutrientes e micronutrientes em uma composição equilibrada. A bebida tem como fontes de proteína o arroz, a ervilha e a castanha-de-caju, além de ser enriquecida com vitamina D, vitamina B12, ácido fólico, cálcio, magnésio e zinco. Cada porção de 200 ml tem 8g de proteína, é fonte de fibras alimentares e apresenta baixos teores de açúcares, gorduras totais e saturadas. Não contém conservantes, gorduras trans ou colesterol, e é naturalmente livre de lactose. Sua formulação é livre de caseína e lactose, sendo uma opção nutritiva e inclusiva para pessoas com alergia, intolerância ou que optam por não consumir leite de origem animal.

O Condensado de Castanha-de-Caju, uma alternativa vegetal ao leite condensado tradicional, indicada para o preparo de doces, bolos e sobremesas. A formulação é feita com água, açúcar de cana orgânico, fibra de tapioca, óleo de coco, aveia, castanha-de-caju, amido, sal marinho e aroma natural. Seu principal diferencial é ser 100% vegetal, mantendo a mesma performance e textura dos condensados tradicionais, sem abrir mão da qualidade nutricional. O produto oferece um toque mais nutritivo, destacando-se como fonte de cálcio, além de ser livre de glúten, leite e aditivos artificiais.