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Especialistas de mais de 40 países se uniram no seminário Solarpaces, na França, para discutir a produção de energia solar concentrada. A estimativa de 800 deles é de que esse tipo de produção possa mudar o mapa energético mundial.

A energia solar concentrada é obtida através de estações equipadas com espelhos, que refletem os raios solares para um ponto específico e acionam uma turbina. A Agência Internacional de Energia estima que esse formato de obtenção de energia possa representar 10% de toda a produção energética mundial, até 2050.

As estações, chamadas de “termodinâmicas”, possuem espelhos móveis que direcionam o reflexo da luz do sol para um tubo preenchido com um fluído. O calor faz com que esse fluído evapore e acione a turbina.

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Atualmente, os países desenvolvidos que estão na liderança desse setor são Espanha e Estados Unidos. Ambos possuem centrais em atividade e outros projetos em andamento. Porém, os especialistas acreditam que com a queda nos valores dos materiais usados na construção das centrais, essa produção possa se popularizar e tornar-se competitiva a partir de 2020.

Em dois anos, a capital dos Emirados Árabes, Abu Dabi, também fará parte dos países portadores dessa tecnologia. A cidade está construindo a maior central de energia solar concentrada, com capacidade de produção de cem megawatts. O projeto, que custou 600 milhões de dólares, foi financiado por dois grupos, o francês Total e o espanhol Abengoa.

Cédric Philibert, especialista da AIE, explica que esse tipo de produção energética pode ser muito eficiente em países que têm muito sol, fator que coloca os países africanos como grandes potenciais. Marrocos, Egito e Argélia, por exemplo, já investem em projetos com o foco na energia solar concentrada.

Com informações da Folha

Imagem: Green Dairy

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