Quem joga tênis sabe que a vida útil das cordas de raquetes de tênis não é muito longa. Frequentemente, os praticantes do esporte precisam fazer manutenção e a sua troca. Pensado em reduzir o impacto destes resíduos, uma dupla apaixonada pelo esporte desenvolveu um projeto para transformar as cordas de raquete já sem utilidade em miçangas coloridas.

Juntos, os empresários brasileiros Peter Ting e Pedro Feyer criaram a Long Live The Passion, empresa que vende pulseiras e colares feitos de miçangas recicladas. As cordas descartadas são recolhidas em diversas academias e lojas que fazem este tipo de serviço chamado de encordoamento. Eles contam que um de seus parceiros em São Paulo chega a fazer 1.500 trocas de cordas de raquetes por mês.

Peter conta que seu interesse nas cordas da raquete de tênis começou quando ele trabalhou no desenvolvimento de um software online para gestão de encordoamento de raquetes. “Após observar a quantidade de cordas de tênis sendo descartadas como lixo, eu tive a ideia de reciclá-las e transformá-las em miçangas e pulseiras. Apresentei a ideia para o meu sócio, Pedro Feyer, o qual criou a marca e conceito da linha de produtos, e estamos produzindo essas peças únicas desde então.”

Pulseiras que apoiam o esporte

A ideia é que as miçangas apoiem o próprio esporte, então, parte da venda dos itens é revertida para um fundo que apoia o Projeto Massificação Maria Esther Bueno, do Instituto Tênis, que tem como principal objetivo ampliar a quantidade de praticantes de tênis na base e proporcionar uma continuidade de prática e aprendizado aos alunos que já vêm participando do projeto nos últimos anos.

A solução dos empresários brasileiros foi tão bacana que a empresa já está sendo procurada por amantes do esporte em todo o mundo. Eles contam com o design da Montageart para criar as peças.

“Nos dedicamos em criar novos produtos que tenham propósito e design. Estamos sempre visitando academias e lojas de tênis, conversando com encordoadores, jogadores, e fãs do esporte”, diz o site da empresa.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.