Quase sempre restrita a lojas de produtos naturais, a escova dental de bambu agora é comercializada pela empresa Colgate no Brasil. O modelo possui cabo de madeira feito com bambu natural certificado pelo FSC (sigla em inglês para Conselho de Manejo Florestal), ou seja, o consumidor tem a garantia que o bambu provém de um processo produtivo manejado de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável. 

O produto é embalado em um envolto reciclável. As cerdas são infundidas com carvão e é livre de Bisfenol A – um composto muito usado em plásticos que, em grande quantidade, pode trazer riscos à saúde humana. 

Para estender a durabilidade da escova de bambu, a empresa recomenda retirar o excesso de água e até secá-la após o uso. 

O modelo também é revestido de cera de abelha para, segundo a companhia, proteger o cabo da proliferação de bactérias. Acontece que o bambu por si só possui propriedades antimicrobianas, o que significa que bactérias, mofo e fungos não se reproduzem facilmente. 

Outro ponto em relação à causa animal que vem sendo questionado é: a Colgate ainda realiza testes em animais. Inclusive, em 2018, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para impedir a proibição de testes em animais no Rio de Janeiro. Entre outras “gigantes” da indústria cosmética no país, o conselho representou também a Colgate Palmolive.

Agora, para conquistar o público consumidor de produtos ecológicos, certamente, a companhia terá de mudar seus processos. 

A média de preços de escovas de bambu presentes hoje no mercado está entre R$15 a R$20. O modelo da Colgate está indisponível nos sites de venda na internet, mas é comercializado em um deles por R$26,90.

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