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Pesquisadores descobrem larva que pode degradar plástico

Uma tecnologia a partir da pesquisa pode ajudar a acabar com resíduos plásticos em aterros sanitários e oceanos.

26 de abril de 2017 • Atualizado às 09 : 33

O polietileno leva entre 100 a 400 anos para degradar em aterros sanitários. | Foto: CSIC Communications Department

Pesquisadores descobrem larva que pode degradar plástico
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Imagine se a solução para o grande problema do lixo plástico estivesse em seu jardim? Que a natureza é sábia todo mundo sabe, agora seus “segredos” vão sendo descobertos pelos cientistas aos poucos. Foi publicado na revista científica Current Biology um estudo que mostra que as larvas de mariposa são capazes de degradar o plástico.

De acordo com a pesquisa conduzida na Universidade de Cambridge, a larva, que normalmente se alimenta da cera da colmeia de abelha, pode quebrar as ligações químicas do plástico usado em embalagens e sacolas de compras em uma velocidade muito rápida. O que pode levar a criação de uma biotecnologia para acabar com os resíduos plásticos que afetam as vidas marinhas.

A descoberta se deu casualmente, quando uma das pesquisadoras, Federica Bertocchini, removeu as larvas parasitas dos favos de mel em sua colmeia. Ela que é apicultora amadora, colocou as lagartas em um saquinho plástico e quando percebeu ele estava cheio de buracos. Junto aos pesquisadores Paolo Bombelli e Christopher Howe, do Departamento de Bioquímica da Universidade de Cambridge, ela realizou experimentos.

Cerca de cem larvas foram expostas a sacos plásticos de supermercado e, após 40 minutos, já era posssível ver a diferença. Após 12 horas, houve uma redução na massa de plástico de 92 mg. A taxa de degradação é extremamente rápida em comparação com outras descobertas recentes. É o caso, por exemplo, de bactérias relatadas no ano passado que biodegradavam alguns plásticos a uma taxa de apenas 0,13mg por dia. Não é demais lembrar que o polietileno leva entre 100 a 400 anos para degradar em aterros sanitários.

“Se uma única enzima é responsável por este processo químico, sua reprodução em grande escala usando métodos biotecnológicos deve ser viável”, disse Paolo Bombelli, de Cambridge, primeiro autor do estudo publicado na Current Biology. “Esta descoberta pode ser uma ferramenta importante para ajudar a se livrar dos resíduos de plástico de polietileno acumulados em aterros sanitários e oceanos”.

Foto: César Hernández/CSIC

Os pesquisadores ainda estudam os detalhes moleculares do processo para assim, quem sabe, criar uma solução em escala industrial para gerenciar resíduos de polietileno. “Estamos planejando implementar esta descoberta de forma viável para se livrar dos resíduos de plástico, trabalhando para uma solução para salvar nossos oceanos, rios e todo o ambiente das consequências inevitáveis da acumulação de plásticos”, afirmou Federica.

Redação CicloVivo

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