Trânsito é quase sempre um problema na vida dos paulistanos. Além das horas perdidas em congestionamentos, a população também está constantemente envolvida em debates sobre o tema e prioridades. Por ter tanta importância para a cidade, o assunto tem sido uma das principais pautas em debates políticos. Mas, o que será que a população realmente acha da mobilidade urbana na capital paulista? Uma pesquisa encomendada pela Rede Nossa São Paulo dá um diagnóstico disso.

Realizado em junho pelo Ibope, o estudo consultou a população para saber quais são os níveis de aprovação a medidas como: implantação de faixas exclusivas para ônibus, criação de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, redução da velocidade em ruas e avenidas, rodízio, criação de ruas de lazer, entre outras coisas.

Um dos temas com maior aprovação na pesquisa foi a criação de corredores de ônibus, com 92% dos participantes favoráveis à ampliação das faixas exclusivas para ônibus, mesmo que isso signifique reduzir o espaço para carros em grandes avenidas.

Até mesmo a multa para quem não respeita o pedestre obteve grande aceitação entre os usuários frequentes de carro, com 93% de aprovação. O número deste ano é 5% maior ao da pesquisa realizada em 2015.

Mesmo sendo um dos temas mais polêmicos da atual gestão municipal, a população parece estar gostando das ciclovias, já que a ampliação das vias exclusivas para bicicletas foi apoiada por 68% dos participantes, enquanto no ano passado os favoráveis eram 59%.

A redução na velocidade máxima das vias ainda é o ponto com menor aceitação, mesmo sendo uma tendência internacional e com resultados positivos comprovados. Entre os participantes, 50% disseram ser contra, 47% a favor e outros 3% não opinaram. Mesmo assim, ainda é um resultado melhor do que o obtido em 2015, quando 43% dos entrevistados eram favoráveis e 53% contrários.

Com 51% dos participantes dizendo que trocariam o carro por outro meio de transporte se as condições de mobilidade fossem melhores, é possível entender que o investimento em transportes alternativos pode trazer resultados, desde que ocorra junto com campanhas de informação e conscientização.

A pesquisa ainda analisou outras questões municipais como a saúde, o desemprego, saneamento, entre outros.

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Redação CicloVivo