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Temperatura em São Paulo chega a 37,2ºC e bate recorde

Em meio a calor extremo, metabologista orienta sobre qual a quantidade de hidratação adequada

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Calor em SP. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

A temperatura na cidade de São Paulo, no último domingo (28), chegou a 37,2ºC, estabelecendo um novo recorde de calor para o mês de dezembro desde o início das medições, em 1943.

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Este número foi registrado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no Mirante de Santana, às 16h. A marca anterior era a da última sexta-feira (26), que foi de 36,1ºC.

O restante do estado de São Paulo também sofreu com muito calor neste domingo. A cidade de Pedro de Toleto teve temperatura de 42,1ºC. Miracatu teve 41,6ºC, Registro ficou com 39.8ºC.

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São Paulo e boa parte da região sudeste enfrentam uma onda de calor nos últimos dias. Uma massa de ar quente estacionou em toda esta área, que abrange também partes de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e impede a chegada de frentes frias.

Risco à saúde

Com a onda severa de calor, o organismo perde líquidos de forma acelerada, o que aumenta de forma significativa o risco de desidratação, especialmente entre gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

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Em dias de calor extremo, a perda hídrica pode chegar a até 1,5 litro por hora durante atividades ao ar livre, o que exige atenção redobrada à ingestão de líquidos. Ainda assim, pesquisas de mercado indicam que mais de 60% dos brasileiros não consomem a quantidade mínima recomendada de água diariamente, um hábito que tende a se agravar durante o verão. Entre os idosos, a situação é ainda mais preocupante, já que esse grupo responde por cerca de 40% das internações por desidratação no estado de São Paulo, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde.

beber água
Foto: Engin Akyurt | Unsplash

Segundo a Dra. Elaine Dias JK, médica endocrinologista e metabologista PHD pela USP, a hidratação deve ser tratada como prioridade, sobretudo em períodos de calor intenso. “A recomendação diária de ingestão de água gira em torno de 2 a 3 litros, mas, diante das atuais condições climáticas, é fundamental aumentar esse consumo para compensar a perda de líquidos pelo suor e pela respiração. Altas temperaturas e respiração mais rápida e superficial favorecem a eliminação de água pelo organismo, o que pode levar rapidamente à desidratação”, explica.

A especialista destaca que a quantidade ideal de água varia de acordo com fatores individuais como idade, sexo, peso corporal e nível de atividade física. “Uma forma simples de calcular a ingestão diária é consumir entre 30 e 40 mililitros de água por quilo de peso. Em períodos de calor intenso, como o que estamos vivendo agora, o ideal é ir além da recomendação mínima e manter atenção constante aos sinais do corpo”, orienta a médica.

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Sintomas de desidratação

Entre os principais sintomas de desidratação estão sede excessiva, boca seca, redução do volume urinário, urina escura, cansaço, desânimo, tontura, vertigem, fadiga, pele seca e fria e aceleração dos batimentos cardíacos. A Dra. Elaine alerta que esses sinais não devem ser ignorados, pois indicam que o organismo já está em desequilíbrio hídrico.

Nos casos de desidratação leve a moderada, a orientação é adotar medidas imediatas, como ingerir líquidos em pequenos goles, preferencialmente água ou soluções de reidratação oral, evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína, consumir alimentos ricos em água como frutas e vegetais, repousar e suspender atividades físicas intensas. Quando a desidratação está associada a vômitos ou diarreia, a reposição de líquidos deve ser ainda mais cuidadosa.“Se a desidratação for grave ou vier acompanhada de sintomas como confusão mental, dificuldade para respirar ou alterações no ritmo cardíaco, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois o quadro pode exigir intervenções específicas”, finaliza a Dra. Elaine Dias JK.

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