Um grupo no Havaí percebeu uma preocupante tendência na nossa sociedade: As sementes de alimentos e plantas que por muito tempo foram cultivadas por agricultores são patenteadas por grandes corporações. Para evitar que a prática de troca de sementes não morra, foi criada ação “Share Seeds” (Sementes de ação, em tradução livre).

O projeto afirma que um dos problemas das sementes que foram ou estão em processo de patenteação são geneticamente modificadas. Também ressalta a importância das sementes como da cultura. “Dentro de cada semente há um depósito de conhecimento que lembra o tipo de solo em que foi cultivado, a quantidade de sol, a chuva e os nutrientes que ele necessita, desde a germinação até ele começar a dar frutos”.

O objetivo da iniciativa é incentivar o compartilhamento fazendo com que a ideia se espalhe. Por isso, a ação é implementada, principalmente, nos locais onde há grande tráfego de pessoas, como centros comunitários, bibliotecas, igrejas, cafeterias. “Essas sementes são a esperança para a vida”, afirma o grupo.

O compartilhamento de sementes é realizado por meio de “estações” – pequenas caixas feitas com materiais reaproveitados. Dentro de cada uma delas são colocados grampeador, borracha, lápis e 50 pacotes de sementes. Dessa forma, a pessoa responsável pela estação pode informar tudo que for necessário sobre a semente e para a divulgação do projeto antes de entregar aos interessados. 

A ideia nasceu no Havaí, mas quem tiver interesse em implementar em sua cidade pode baixar o guia do projeto.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.