plantas alimentícias
Foto: Divulgação Cejam
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Ora-pro-nóbis, Capuchinha, Dente de Leão e Taioba são algumas das variadas espécies de plantas populares do bairro Chácara da Enseada, localizado às margens da Represa de Guarapiranga. Se por um lado, há riqueza de plantas alimentícias, por outro a região é de alta vulnerabilidade social. 

Levando em consideração a má alimentação da população local, surgiu a ideia da UBS Horizonte Azul de introduzir estas e outras espécies na mesa das pessoas que ali residem, como parte do cardápio diário.

Segundo Francisco das Chagas Martins da Silva, agente de promoção ambiental responsável pela implementação, o projeto foi colocado em prática após algumas sessões de degustação de Pancs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) com funcionários da unidade de saúde.

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“Desenvolvemos um questionário interno de satisfação sobre as plantas e tivemos um resultado muito positivo, o que nos levou a inseri-las na alimentação de um grupo de idosos. Realizamos o cozimento rudimentar na cozinha comunitária, ao ar livre, e a aceitação foi excelente”, destaca o agente.

Foto: Nego Júnior

Batizado de Humana Terra, o projeto foi criado pelo CEJAM – entidade que gerencia a UBS Horizonte Azul. O CEJAM desenvolve uma série de ações em conjunto com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da zona sul da cidade. 

Além disso, o projeto faz parte do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS).

Plantas alimentícias na UBS

O projeto conta com uma horta para plantio e distribuição de PANCs, que beneficia mais de 100 moradores da região, além de colaboradores da UBS. Há também planos de expandir a ideia para outras unidades de saúde gerenciadas pela instituição.

capuchinha
Foto: Martina Bulková | Pixabay

Para aprender a utilizar as plantas no dia a dia, a comunidade passa por oficinas com profissionais da UBS Horizonte Azul. Nelas, conhecem as plantas e aprendem receitas nada convencionais, mas nutritivas e saborosas.

Chagas ressalta que o cardápio é baseado no livro “Plantas Alimentícias Não Convencionais no Brasil”, do professor e biólogo Valdely Ferreira Kinupp.

“As PANCs surgem na natureza de forma espontânea, sem que sejam necessárias técnicas de cultivo específicas para o seu desenvolvimento”

Francisco das Chagas, agente de promoção ambiental

A horta conta ainda com espécies como Serralha, Jambu, Bertalha, Beldroega, Hibisco, Peixinho da horta, Capeba, Azedinha e Coração de Bananeira.

O processo de desenvolvimento de receitas, bem como as aulas à comunidade, foi transformado em vídeo, selecionado para compor o Circuito Tela Verde, uma Mostra Nacional de produção audiovisual independente do Ministério do Meio Ambiente.

CEJAM

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” – é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos fundada em 1991.

A Instituição atua em parceria com prefeituras locais, nas regiões onde atua, ou com o Governo do Estado, no gerenciamento de serviços e programas de saúde nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Itu, Osasco, Cajamar, Campinas, Carapicuíba, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, Francisco Morato, Ferraz de Vasconcelos, Peruíbe e Itapevi.

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