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O vazamento de petróleo no Golfo do México causou prejuízos incalculáveis. Mas, também serviu para que a imprensa divulgasse outros desastres, que acontecem há anos, sem que ninguém saiba. Este é o caso da exploração de petróleo na Nigéria.

O delta do Rio Níger é um dos dez ecossistemas de estuário mais importantes do mundo. Formado por mangues que abrigam milhares de espécies diferentes e 31 milhões de pessoas, a região sofre com o vazamento de petróleo há 50 anos, mas nunca teve muito destaque na mídia.

O quadro mudou depois do vazamento no Golfo do México. O desastre em território americano serviu de alerta e levantou especulações em diversos pontos de exploração. Desde então, o governo nigeriano e as petrolíferas que exploram o subsolo do país vêm sendo procurados por jornalistas de todos os lugares.

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Na Nigéria foram despejados dois bilhões de litros de petróleo, enquanto no Golfo do México foram derramados 780 milhões de litros. É quase como se ocorresse todos os anos um vazamento equivalente ao da plataforma Exxon Valdez, que em 1989, despejou 41 milhões de litros de petróleo no Alasca.

Tanto a natureza quanto a população são imensamente prejudicados. Diversos hectares de mangues foram devastados e cobertos por uma grossa camada de petróleo. Enquanto isso, as comunidades locais, que tinham a pesca como principal fonte de alimento, passam fome. Os pescadores explicam que, mesmo quando os peixes são capturados bem longe dos locais onde o óleo se acumula, eles continuam a cheirar a petróleo.

Ambientalistas afirmam que é possível recuperar o delta, desde que alguém invista nisso. Porém, até agora não houve decisão sobre quem é o responsável pelo vazamento e, muito menos, pela limpeza do óleo.

A Nigéria é a maior exportadora de petróleo do continente africano e a quinta maior exportadora para os Estados Unidos. Segundo o relatório “Petrolleum, Pollution and Poverty in the Níger Delta”, da Anistia International, a exploração do combustível na região gerou lucro de 600 bilhões de dólares, que não foram gastos com a população prejudicada.

Com informações do Movimento Cyan

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