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Não é novidade que os veículos automotivos comuns poluem o meio ambiente. O que boa parte das pessoas desconhece é o fato de que certas motos têm a capacidade de poluir até sete vezes mais que um carro, conforme informações da Prefeitura de São Paulo.

Desenvolver motores que reduzam a emissão de gases poluentes já é uma obrigação estipulada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente para os fabricantes. Desde 2009, tornou-se obrigatória também a vistoria de motos, para que ao menos o motor esteja sempre regulado. Porém, no ano passado das 600 mil motos registradas na capital paulista, apenas 266 mil passaram pela inspeção.

Mesmo com a fraca atuação até o momento, o padrão de motos a partir de 2009 melhorou do ponto de vista ambiental. É o que explica o coordenador do programa de inspeção veicular da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Hélio Neves, em entrevista ao programa Respirar da rede globo.

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“A partir de 2003, iniciou-se o programa de melhoramento da qualidade das motocicletas produzidas e importadas no Brasil, que não existia antes, já existia para os carros desde 1988 e, para as motos, passou a acontecer a partir de 2003. Com isso, o padrão da emissão das motos novas, que saíram a partir de 2009/2010, é bastante superior ao das que eram produzidas antes, do ponto de vista ambiental, pelo menos. Com isso, a gente espera e tem certeza que, nos próximos anos, a frota vai se renovando, e a gente vai ter, então, motocicletas com melhor desempenho do ponto de vista ambiental.”

Ele afirmou, inclusive, que a informação da prefeitura de que a moto pode poluir muito mais que o carro é baseada nos resultados do programa de inspeção veicular. “Para diversos poluentes, motocicletas emitem cinco, sete ou dez vezes mais do que os carros”, afirmou Neves.

Espera-se que até 2014 a regulamentação seja realmente cumprida. De modo que o Brasil passará a ter o mesmo nível de tolerância de países da Europa, Estados unidos e Japão. A lei Promot, de 2002 exige que a tecnologia utilizada na fabricação das motos polua o mínimo possível. Por enquanto, a prática da lei ainda é fraca.

Para o coordenador Hélio Neves a redução de emissões poluentes é simples, só é preciso regular bem o veículo, trocar as peças com a periodicidade necessária e não deixar de fazer a manutenção preventiva. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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