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Na madrugada desta quarta-feira, 4, a empresa britânica British Petroleum conseguiu conter definitivamente o vazamento de petróleo que atingiu o Golfo do México. O óleo vazava na costa americana desde o dia 20 de abril. Foram 106 dias buscando uma solução para conter o vazamento e quase cinco milhões de barris de petróleo despejados no mar.

A operação para conter o vazamento foi iniciada na noite da última terça-feira, 3, e demorou oito horas a menos que o previsto. Antes de iniciar o procedimento final, engenheiros testaram a injeção de baixos níveis de óleo refinado, para saber se seria possível empurrá-lo para um reservatório localizado abaixo do nível do mar. Como os testes com o óleo se mostraram positivos, a empresa iniciou a injeção de cimento e lodo pesado.

A medida fez com que o petróleo fosse empurrado novamente ao seu local de origem e, conforme divulgado pela empresa, o material injetado impedirá que os vazamentos sejam retomados. Ao todo foram injetados dois mil barris de fluido pesado, que serão constantemente monitorados. A BP divulgou que pretende completar o fechamento do vazamento ainda nesta semana, se não houver nenhum contratempo.

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Desde o início do vazamento, causado pela explosão e afundamento da plataforma “Deepwater Horizon”, foram despejados no mar 4,9 milhões de barris de óleo. Apenas, 800 mil barris foram recuperados pela empresa britânica. Os desastres ambientais foram incalculáveis, afetando não somente a fauna marinha, mas também as aves que habitam a região.

Diversas praias da região de Louisiana foram invadidas pelo óleo derramado no oceano. Por causa de todo esse desastre ambiental a petrolífera britânica deverá pagar multas que superam US$ 20 bilhões. O valor pode aumentar ainda mais, caso as investigações feitas pelo governo americano confirmem as acusações de negligência grave da empresa no processo de exploração do petróleo.

Com informações da Agência EFE

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