Uma descoberta canadense mostrou que a bactéria Delftia acidovorans é capaz de “produzir” ouro a partir de partículas minúsculas do metal e criar estruturas sólidas complexas similares a pepitas. Os estudiosos divulgaram os resultados na revista “Nature Chemical Biology”, no último domingo (3).

A bactéria em questão solidifica o ouro solúvel em seu exterior quando está em uma solução em que há partículas do metal, ou seja, o que o micro-organismo faz é transformar essas substâncias em uma massa de ouro bastante similar às verdadeiras.

Os cientistas responsáveis pelo projeto são da Universidade mcMaster de Hamilton, em Ontário, no Canadá. Um dos autores, o pesquisador Nathan Magarvey, explicou que, ao analisarem a bactéria, eles constataram que ela expele uma molécula (a delftibactina) que é capaz de fazer precipitar os íons do ouro em suspensão na água para criar estruturas sólidas.

Este processo ocorre em alguns segundos, basta que a temperatura seja ambiente e haja condições de acidez neutra. A molécula expelida pela bactéria é muito mais eficiente do que os produtos utilizados na indústria para produzir nanopartículas de ouro, de acordo com os cientistas.

A Delftia acidovorans é encontrada junto a Cupriavidus metallidurans, outra bactéria que acumula pequenas partículas de ouro no seu interior. Os estudiosos afirmam que as  bactérias desempenham uma função importante no acúmulo e no depósito do ouro na origem das pepitas. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.