Pequim começa a banir descartáveis e exigir separação correta de lixo

Cada cidadão deverá separar seus próprios resíduos em quatro categorias.

Plástico lixo
Foto: Sagar Chaudhray | Unsplash

No início do ano, o governo chinês anunciou que iria começar a banir plásticos descartáveis. A ideia é eliminá-los em todos os municípios até 2025. Nem a pandemia foi motivo para adiar o compromisso firmado: a proibição já começou a valer em Pequim, a capital do país.

Desde a última sexta-feira (1º), supermercados e estabelecimentos comerciais não podem fornecer sacolas plásticas gratuitas. Além disso, restaurantes e serviços de entrega estão proibidos de distribuir utensílios descartáveis – a menos que o cliente solicite. A medida também é estendida aos hotéis.

O país já havia proibido a produção de sacos ultrafinos, agora a cidade de Pequim passará a controlar, além da produção, a venda e uso destes materiais. A espessura da sacola plástica não poderá ser inferior a 0,025 mm.

Do individual ao coletivo

A proibição de plásticos ocorre ao mesmo tempo em que se implementam novas medidas de reciclagem. A partir de agora, será de responsabilidade dos moradores de Pequim a classificação de seu próprio lixo doméstico.

Cada cidadão deverá separar os resíduos em quatro categorias: resíduos de cozinha, recicláveis, resíduos perigosos e outros resíduos. Quem não o fizer estará sujeito a multas de até 200 yuan, equivalente a cerca de 160 reais.

O governo disponibilizará quatro lixeiras coloridas (verde, azul, vermelho e cinza) para ajudar na separação.

Era do plástico

Se por um lado a pandemia exige o reforço nos hábitos de higiene e ameaça a redução da produção de lixo, por outro não há dúvidas de que a forma como vivemos hoje precisa mudar. Tal mudança também passa pelo uso excessivo de plásticos descartáveis e seu descarte irregular.

Grandes nações estão dando passos – nem sempre largos – para que cheguemos ao fim da era de canudinhos, talheres e copos descartáveis sendo distribuídos sem qualquer critério. Medidas como esta também deve para frear potências econômicas acostumadas a enviar seus resíduos aos países asiáticos, como China e Malásia.

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