Fazenda vertical produz 200 mil morangos por mês
Sem usar agrotóxicos, fazenda automatizada de morango tem uso otimizado de água e energia e produz eletricidade com biogás
Sem usar agrotóxicos, fazenda automatizada de morango tem uso otimizado de água e energia e produz eletricidade com biogás
Morangos são lindos e, principalmente, deliciosos. Com seu sabor inconfundível, a fruta é um ingrediente supervalorizado em geleias, sucos, bolos, doces e, é claro, ao natural. Mas, colher essas frutinhas vermelhas direto do pé é uma experiência que poucas pessoas têm. Plantar morangos não é tão comum – mas pode ser uma opção para quem que ter uma horta caseira.
Uma outra opção, muito mais tecnológica e eficiente, é uma fazenda vertical e automatizada de morangos, com robôs, digestores e braços de colheita. É assim que a Dyson produz 1.250 toneladas de morangos por ano em Lincolnshire, no Leste da Inglaterra.

Com um uso otimizado de luz artificial e água de chuva para irrigação, a colheita mensal da fazenda vertical chega a 200 mil morangos por mês. Outra vantagem é que com a tecnologia, a distância entre a produção e os pontos de venda é menor, o que elimina as emissões de gases de efeito estufa durante o transporte das frutas.
Para o cultivo em grande escala de morangos, a Dyson construiu uma estufa com mais de 105 mil metros quadrados, onde é possível cultivar mais de 1 milhão de pés de morango simultaneamente, graças à agricultura vertical automatizada. capaz de cultivar mais de um milhão de pés de morango simultaneamente. O projeto foi desenvolvido para combinar engenharia de precisão com sustentabilidade e trazer mais sustentabilidade para a forma como produzimos alimentos.

As plantas crescem em rodas giratórias de 24 metros de comprimento e 5 metros de altura, que se movem lentamente para garantir a exposição ideal ao sol durante todo o dia. Cada roda pesa aproximadamente 500 quilos e suporta várias fileiras de cultivo.
Robôs emissores de UV percorrem o sistema, eliminando patógenos sem usar nenhum tipo de agrotóxico, enquanto outros robôs liberam insetos benéficos, como joaninhas ou vespas que fazem o controle biológico de possíveis “pragas” como pulgões de uma forma ecologicamente correta.

Quando a fruta atinge o pico de maturação, a colheita é realizada por 16 braços robóticos com precisão. Em apenas um mês, o sistema conseguiu colher 200 mil morangos sem intervenção humana direta.
A inovação e sustentabilidade também está presente quando o assunto é a energia que alimenta todo o sistema: um digestor anaeróbico instalado no local transforma resíduos orgânicos derivados de cereais em biogás, que é usado para acionar turbinas e gerar eletricidade. O calor residual é usado para manter uma temperatura estável na estufa.

Além disso, o subproduto do processo — conhecido como digestato — é rico em nutrientes e é reincorporado como fertilizante orgânico nos campos, completando um ciclo fechado de nutrientes e energia.
O sistema de irrigação utiliza água da chuva coletada do telhado de 760 metros de comprimento da estufa . Essa abordagem reduz significativamente o uso de água potável e a dependência de fontes externas.

Para a iluminação, a estufa prioriza a luz natural do sol , utilizando o mínimo de iluminação artificial apenas quando absolutamente necessário, o que reduz o consumo de energia e evita a fadiga luminosa nas plantas.

A Dyson Farming, empresa que desenvolveu a fazenda automatizada de morangos, listou algumas vantagens da agricultura vertical:

Para mais informações, acesse Dyson Farming. Se quiser ver como a fazenda vertical automatizada de morangos funciona, assista ao vídeo abaixo