O governo do Reino Unido pretende lançar um programa de incentivo ao uso de veículos elétricos com células de hidrogênio. Para isso, os órgãos que administram o país estão trabalhando junto a empresas para desenvolver um estudo abrangente e, posteriormente, lançar medidas eficazes.

 A ideia do projeto, batizado de UKH2Mobility, é fazer com que a tecnologia seja viável para os moradores, com boa infraestrutura de abastecimento e oferta de combustível. Espera-se que sua implantação estimule o crescimento de mais de 1,6 milhão de carros com a tecnologia até 2030.

O UKH2Mobility busca ser uma alternativa ecológica para o transporte e uma oportunidade de negócio. Por isso, a implantação será realizada com base em alguns campos estratégicos, sendo o primeiro deles o consumidor.

A expectativa é que a tecnologia chegue ao mercado nos próximos três anos. Os possíveis clientes serão as pessoas mais conscientes ecologicamente e o público que aprecia inovações.

Com o objetivo de tornar a tecnologia viável, espera-se que os novos carros sejam produzidos em larga escala e, dessa forma, os custos sejam reduzidos. O Reino Unido no potencial para vender 300 mil carros com célula de hidrogênio anualmente.

Outra questão analisada refere-se à infraestrutura. De acordo com o projeto, serão implantadas, inicialmente, estações de recarga de hidrogênio nos lugares onde há maior concentração de pessoas. O levantamento realizado mostrou que a princípio 65 postos são suficientes. A intenção é aumentar essa rede para mais de mil pontos.

Ao implantar essas medidas, o projeto UKH2Mobility acredita que serão reduzidos 75% de emissões de CO2 até 2030. O relatório da primeira fase do programa será publicado em março. Na segunda etapa, serão definidas as ações e as responsabilidades de cada organização participante.

Uma das empresas que já se juntaram a iniciativa é a Toyota. A montadora estuda o desenvolvimento de automóveis elétricos com célula de hidrogênio. Com informações do Automotive Business.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.