Os voluntários da ONG Praia Para Todos disponibilizam equipamentos de acessibilidade aos deficientes que frequentam as praias da Barra e de Copacabana aos finais de semana. Há dois anos, a equipe proporciona aos cadeirantes e deficientes visuais a oportunidade de colocarem o pé na areia.

A ação de 2013 teve início no último sábado (16) e será mantida até nove de junho. A ONG, que possui um ponto fixo no posto 3 da praia da Barra desde 2011, iniciou, neste ano, as operações na praia de Copacabana, entre os postos 5 e 6. A estrutura e as atividades serão realizadas aos sábados (na Barra da Tijuca) e aos domingos (em Copacabana), das 9h às 14h.

A ONG instalou rampas de acesso à areia, sinalização sonora na orla e cadeiras anfíbias – capazes de flutuar na água e facilitar o deslocamento dos banhistas com mobilidade reduzida. Além de montarem tendas de apoio, os engajados organizam competições entre os deficientes, como frescobol, vôlei sentado de praia e até surfe adaptado. Neste ano, a equipe passou a contar com um grupo de voluntários do Corpo de Bombeiros.

Há dois anos realizado na Barra da Tijuca, o projeto deu origem a obras de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida que frequentam a praia da zona oeste. A base, instalada no posto 3, passou a ser o único lugar da orla a oferecer um banheiro adaptado para deficientes.

Agora, os voluntários negociam com os órgãos competentes novas medidas de acessibilidade na praia da Barra: eles pedem a construção de rampas fixas na areia, o rebaixamento das calçadas, a sinalização sonora e a instalação de uma rota acessível, que ligue o ponto de ônibus e o estacionamento mais próximo à base do projeto.

O objetivo principal da ONG Praia Para Todos é melhorar o acesso nas principais praias cariocas. De acordo com dados da organização, cerca de cem pessoas são atendidas por final de semana, e vale ressaltar que, mesmo sem a infraestrutura necessária, o Rio de Janeiro sediará os próximos Jogos Paralímpicos. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.