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A Lagoa da Conceição, um dos principais pontos turísticos da capital catarinense, se tornou palco para um espetáculo de navegação do futuro. O Desafio Solar Brasil, realizado nesta semana, apresenta barcos movidos a energia solar desenvolvidos por estudantes brasileiros.

O campeonato teve início no Brasil em 2009 e acaba de ter a sua terceira temporada iniciada. Os brasileiros foram inspirados pela competição Frisian Solar Challenge, realizada anualmente na Holanda e é considerado o principal evento europeu para embarcações deste tipo.

A edição brasileira deste ano conta com dez grupos de competidores formados por universidades e escolas náuticas. Os próprios estudantes produzem as embarcações equipadas com motores abastecidos a energia solar.

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Em entrevista concedida ao Portal Terra, Allan Reid, diretor do projeto solar do Instituto Náutico Paraty (RJ), explicou a importância de ações como essa para desenvolver o setor e estimular o contato dos estudantes com engenheiros. Segundo ele, estão sendo desenvolvidos projetos para a construção de grandes embarcações que sejam capazes de carregar até 20 pessoas.

No entanto, o diretor explicou que existe um entrave para o desenvolvimento do setor, que é o alto custo da tecnologia fotovoltaica. Segundo ele as placas que captam a energia do sol custam, pelo menos, R$ 1,5 mil reais cada metro quadrado.

A velocidade com que as embarcações se movem também soa como uma pedra no caminho. Através da energia solar os motores conseguem se mover com pouco menos de 10 km/h, e chegam a ter autonomia de oito horas.

Esses impedimentos são vistos como coisas normais, já que a atividade ainda está se desenvolvendo no Brasil e apesar de ser uma ótima solução limpa para a náutica, ainda não recebeu grandes investimentos. Por isso, eventos como o que está acontecendo em Florianópolis são tão importantes para popularizar essa nova tecnologia e aprimorá-la a cada dia mais.

O campeonato teve início no último domingo (13) e se estenderá durante a semana, quando os competidores participarão de diferentes provas na lagoa no intuito de avaliar as embarcações com melhor desempenho e tecnologia.

Thaís Teisein – Redação CicloVivo

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