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O engenheiro mecânico Takeshi Imai é o responsável por desenvolver uma tecnologia capaz de produzir chuva artificial. O experimento já foi testado em São Paulo e na Bahia e em ambas as ocasiões o resultado foi positivo.

Imai é um dos sócios da empresa Modclima, juntamente com seu filho, Ricardo Imai. A ideia de desenvolver um projeto que pudesse colaborar com a natureza surgiu após muitos anos de trabalho no lado contrário, fabricando motosseras e herbicidas. A tecnologia desenvolvida pela empresa é capaz de auxiliar no combate à desertificação e também pode servir como assistência às redes de abastecimento em áreas urbanizadas, como explicado por Imai em entrevista concedida ao G1.

O sistema é basicamente uma aceleração do processo natural das chuvas. Para isso, é necessário que um avião adentre às nuvens com altos níveis de umidade e lance gotas de água. Elas se juntam e em 30 minutos ocorre a precipitação, no local previamente planejado.

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No entanto, o trabalho não é tão simples quanto parece. É necessário haver monitoramento constante das condições meteorológicas, para saber se as nuvens vão para os locais esperados e se elas estarão dentro das condições adequadas para passarem pelo processo de indução da precipitação.

Desde 1998, quando o projeto tomou forma e começou a virar realidade, ele é utilizado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), para provocar chuvas artificiais em áreas que provêm o abastecimento para parte da capital paulista. Ele também já foi testado nos municípios de Mirorós e Gentio do Ouro, na Bahia. A região do semiárido nordestino sofreu com a seca entre 2008 e 2009, as represas estavam perdendo muita água e a situação teve uma melhora representativa após as chuvas artificiais.

Segundo Imai, foram realizados 25 voos na região e praticamente 50% das tentativas foram bem sucedidas, beneficiando também as lavouras, que seriam perdidas com a seca.

É possível que a tecnologia chegue a ser usada pela Organização das Nações Unidas, em ações de combate à desertificação. Porém, para que isso aconteça a eficácia ainda precisa ser comprovada em outros ambientes. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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